E, como quem não quer a coisa, o nosso fim de semana foi quase dedicado por inteiro às últimas obras do senhor J. J. Abrams.
O fim da quinta temporada de Lost
Quando esta série nos despertou a atenção, já o enredo ia avançado. Ora, numa obra deste tipo, só há uma solução: ver desde o início ou esquecer que ela existe… Downloads feitos desde o episódio 1 e uns fins de semana dedicados ao visionamento integral das primeiras séries, e em breve tínhamos a história em dia. De então para cá, lá vamos ansiosamente esperando, semana a semana, pelo lançamento de mais um episódio.
Compreendo, obviamente, as críticas que acusam a série de ser demasiado confusa e de não parecer ter um rumo definido. Pessoalmente, sempre tive esperança que os mistérios fossem, aos poucos, sendo explicados. Estava enganado. Temos tido muito poucas explicações para um tão grande acumular de novas interrogações. No entanto, este final de temporada parece provar de uma vez por todas que os argumentistas seguem uma linha de coerência bem estruturada. Restam 17 episódios para o grande final e, se por um lado, nestes dois últimos episódios se levantaram algumas questões (sobre o Jacob e aquele -quem?- que o quer matar, sobre o resultado da explosão, …), também se esclareceram algumas, como a aparente imortalidade (?) de algumas personagens, a antiguidade da ilha e das lutas que por ali têm sido travadas (pelo menos desde o século XVII?).
Tudo isto acabou por comprovar algo em que já matutava há algum tempo. O Lost ultrapassou o Twin Peaks nas minhas preferências televisivas. Esta é A Série.
Star Trek
Este é, à partida, um terreno perigoso. Mexer com a criação de personagens tão enraizadas na cultura sci-fi/geek é um risco enorme. Ora, Abrams safou-se lindamente. Desde os pequenos tiques das personagens aos destaques dados à beleza da USS Enterprise, o rapaz não descurou nada. Obviamente, a presença de Leonard Nimoy foi a cereja no topo do bolo. Pouco mais seria necessário para cativar a legião de fãs desta série. E este é o ponto que nos leva direitinhos ao tópico seguinte.
Fringe
Temos acompanhado a série desde o primeiro episódio e, vê-se bem, é interessante, mas… Tem-lhe faltado algo difícil de definir, mas que, há falta de melhor, chamarei de alma. Ao contrário de Lost, que nos agarra desde os primeiros episódios, faltava a Fringe um fio condutor, uma noção de finalidade que nos fizesse esperar pela semana seguinte com ansiedade. Ora, julgo que finalmente, este 20º episódio nos trouxe esse pedaço em falta…
Desde já, fico contente por se ter fugido ao tema mais que batido das viagens no tempo (presentes tanto em Lost como em Star Trek!), optando-se antes pelo tema bem menos habitual dos universos paralelos. A resolução de algumas questões pendentes desde alguns episódios anteriores e o aparecimento da personagem William Bell (Leonard Nimoy, uma vez mais!), parece estar a dar a esta série um rumo, porventura algo inesperado, mas potencialmente muito, muito interessante.