Foi hoje o grande dia! A Carla casou mesmo… E digo isto porque vi, se me contassem, ficava de pé atrás :P …De qualquer maneira, não a vi assinar os papeis, ainda pode ter sido tudo uma fraude :P …Logo de manhã, fui ter com a Alex, que estava a chegar com o noivo do cabeleireiro. Esperei que eles se vestissem, e lá fomos: eu e a Alex pra casa da Carla e o noivo para a igreja. Depois de passarmos por umas peripécias que envolveram uma carrinha e uns comes e bebes, lá fomos ao casório. A noiva ía bonita :) …Já no restaurante, mandei umas mensagens ao João para saber se estava tudo bem no casamento do Paulo, já que estes moços resolveram casar no mesmo dia (curiosamente as noivas eram ambas Carlas – um bonito nome, né? :) ) …Junto de mim e da Alex, ficaram os outros três colegas do nosso curso que foram ao casamento. É engraçado… Há uns tempos a Carla dizia-me como era curioso que, toda a gente que entrou no nosso curso no nosso ano, está a passar por uma fase de profunda mudança nas suas vidas. Só hoje me apercebi de como isso é tão verdade… Os meus colegas sabem que eu não os conheço – tal como eles não me conhecem a mim -, mas… Ver-nos ali aos cinco (seis com a Carla), leva o nosso inconsciente a retroceder 5 anos… Éramos novos, vinha-mos de sítios completamente diferentes, com os nossos sonhos, com os nossos medos e esperanças, sem saber muito bem o que o futuro nos reservava a todos. Provavelmente víamos o Mundo como uma utopia, como o devem ver todos os jovens que estão a entrar na casa dos vinte anos… O que iríamos aprender nesta nossa nova escola? O que nos traria o amanhã? O tempo demorou muito a passar, mas só hoje me apercebi (e julgo que eles também) que o “amanhã” de há cinco anos atrás, foi hoje… E o que é feito de nós hoje? Eish… Olhar para aquelas caras, fez-me perceber como estamos diferentes. Parecemos velhos! Que é feito dos nossos sonhos de futuro? Que é feito daqueles jovens de 20 anos? Não sei. Mas não estou a dizer que estamos mal. Acho que cada um de nós, acabou por compreender à sua maneira, que podemos tomar o nosso destino nas mãos. Acho que precisámos de cinco longos anos para aprendermos a Viver. E falo de Viver, uma vida que nos pertence, uma vida pela qual fazemos algo de concreto, e que começa, finalmente a deixar de ser uma utopia e começa a ser uma realidade – uma realidade pela qual lutamos todos os dias. Talvez seja isso que nos dá um aspecto diferente dos jovens de vinte anos: aprendemos que não estamos num sonho, mas num mundo que não gira em torno de cada um de nós. Aprendemos a cair e a levantar-se. Sobrevivemos. :)

Tags:

Leave a comment