Archive for Julho, 2003

Oficialmente de férias! :)

Countdown

Mais dois dias de trabalho antes das férias…
*Suspiro profundo*

ADSL finalmente

Depois de largos anos a pagar contas de dezenas de contos à PT, para usufruir de um serviço medíocre, eis que finalmente a ADSL chega a minha casa. A ligação ainda não está totalmente estável, mas de qualquer forma, já é muito mais do que aquilo a que estava habituado. :)
Agora posso dizer que sou cliente do Clix, “mas Turbo”! :P

Email: tecnologia medonha (?!)

É preocupante a quantidade de pessoas que não se conseguem adaptar a algo tão banal como o envio e recepção de emails. Não é propriamente o não saber como se faz, mas antes uma certa falta de… Sensibilidade, talvez.
Exemplifico, com exemplos que ocorreram todos hoje. Recebi um email duma jornalista. Aparentemente queria entrar em contacto comigo, então escreveu-me um email a perguntar pelo meu contacto. Já o tinha, não é? O email é a melhor forma de me contactar…
A minha namorada recebeu um email da Segurança Social. Dizia no email que a resposta às questões que tinha colocado, seguiam num ficheiro anexo. Tratava-se de um ficheiro do word, que mais não fazia que aconselhá-la a visitar o site da instituição. Porque raio tinha que vir num anexo?!
Recebi mais uma daquelas pragas de email em cadeia, apelando à sensibilidade do leitor. Trata-se de uma criança com cancro cerebral. Os “pais”, pedem ajuda a todos, pois precisam de dinheiro para a operação: “AOL limpará este e-mail e contará as pessoas recebidas. Cada pessoa que abrir este correio e passar adiante três pessoas pelo menos, nós receberemos 32 centavos.“. Não é preciso ter grandes conhecimentos técnicos para saber que é completamente impossível saber para quantas pessoas é enviado um email deste tipo. Lamentavelmente são mensagens criadas por quem não tem mais que fazer do que divertir-se à custa de questões sérias… É urgente deixarmos todos de reencaminhar este tipo de mensagens, por muito tocantes que sejam…

Amizades

Fazer amigos, não para os coleccionar, mas simplesmente pelo prazer de fazer amigos.
A fase inicial das amizades, é algo estranha. Começamos por fazer um juízo uns dos outros. Caso exista interesse mútuo em fazer progredir a amizade, inicia-se um jogo de sedução muito semelhante ao namoro. Comportamo-nos perante o eventual amigo, da maneira que achamos que ele quer que nos comportemos. Começamos por “exibir” as nossas qualidades, mostrando como poderá ser vantajoso para a outra parte o estabelecer de laços mais fortes. Temos o máximo de tacto nesta fase do relacionamento, ou tudo poderá acabar antes de ter começado.
Passada esta primeira fase, vem a fase das fraquezas. Começamos a revelar outro aspecto de nós próprios: uma parte menos confiante, mais humana. Deixamos de ser um ser perfeito.
Finalmente, estabelecidos os elos iniciais, apresentamos os defeitos, uma vez que, afinal de contas, todos os temos. Nesta fase, ambas as partes estão mais receptivas para os aceitar, e por norma, acabarão por aceitá-los como inevitáveis.
A seguir, vem a fase mais crítica. Estabelecidos os laços fortes da amizade, esquecemos muitas vezes que por muito forte que seja, é algo muito frágil, que precisa ser tratado com muito cuidado. Temos a amizade como certa, como um objectivo conquistado, e começa o desleixo. Contamos com o outro, esquecendo-se que o outro conta connosco.

Não pensem que este texto foi fruto de um estudo profundo ou de uma análise científica do fenómeno. Pensei apenas naquela primeira fase, o resto foram apenas letras que se encadearam umas à frente das outras, em pouco mais que 10 minutos…