Nos últimos dias, dei por mim a devorar letras como já não fazia à bastante tempo. E a gostar.
Acabei finalmente a trilogia dos Elfos de Fetjaine. Iniciei esta trilogia há imenso tempo, mas a leitura arrastou-se, e arrastou-se… Gosto da história em si. A ideia de misturar o mundo dos elfos com o mito de Artur é bem conseguida e o ambiente medieval parece-me muito bem retratado. No entanto, há ali algo que me faz quebrar o ritmo. Lembro-me que no segundo livro, por exemplo, existe um torneio que dura e dura e dura… Talvez sejam descrições em excesso, não sei. Apesar de tudo, agora que acabei, não me arrependo de ter lido.
Logo de seguida, peguei no Planeta dos Deuses, de Isaac Asimov. Ah sim! Finalmente um livro de FC como não lia há muito tempo. Será? Bem, mais ou menos. O livro está dividido em três partes: “Contra a estupidez”, “Os próprios Deuses”(titulo original do livro) e “Contenda em vão?”. As histórias são todas em volta do mesmo tema, a chamada Bomba Electrónica, mas são vagamente independentes entre si. A primeira e última partes do livro parecem-me medíocres, mas “Os próprios Deuses” é quase uma obra de génio. Asimov consegue retratar uma espécie extraterrestre (e até extra-nosso-universo) realmente alienígena. Neste estranho mundo, parecem existir duas espécies de seres: os Duros e os Flexíveis. Dos duros pouco sabemos até quase ao final (e eu não vou estragar a história). Os flexíveis são seres quase imateriais, que podem co-penetrar uns nos outros, principalmente para sexo. E que sexo! É que há três géneros destes seres, e não os dois típicos macho-fêmea. Assim, um casal, perdão, uma tríade, é composta por um Racional, um Paternal e um Emocional. Apenas com a junção dos três (a que chamam derretimento), a reprodução é possível. Resumindo, esta segunda parte faz com que valha a pena ler todo o livro.
Acabando esta obra, a escolha do próximo livro tornou-se difícil. Queria continuar a ser surpreendido, a encontrar ideias realmente novas, seres inéditos e fantásticos, mas… Olhando para o gordo último volume do Potter, decido que não o posso adiar mais tempo, embora saiba que dali não virá nada de realmente novo. Dois capítulos depois, nada de assinalável, mas dá para passar o tempo.