A película do norte-americano Chris Weisz, a partir do livro do britânico Philip Pullman, caiu em desgraça e a crítica do Vaticano é feroz.
Para a Igreja, o filme protagonizado por Nicole Kidman e Daniel Craig é uma “saga ‘fantasy’ gnóstica com molho ‘soixante-huitard [alusão ao movimento de rebelião estudantil em França, em 1968], além de “anti-Natal”, escreve o jornal oficial do Vaticano.
É caso para dizer, eu bem vos avisei.
Não se deixem enganar. O que incomoda o Vaticano, não é a fantasia! Queixaram-se por acaso do Senhor dos Anéis ou do Harry Potter? Nem, tão pouco, os preocupa que naquele Universo surja uma Igreja prepotente e ditatorial. Ainda que se reveja no Magisterium, a Igreja Católica Apostólica Romana já deve estar habituada aos filmes que lhes pisam os calos da Idade Média e da Inquisição.
Naaa… O problema é que, alguém no Vaticano arranjou tempo para ler a continuação da história.
Para mais detalhes, que podem incluir spoilers, ver View on Religion, uma análise do ponto de vista religioso na obra de Pullman.
Pena é que, como eu suspeitava, a narrativa seja relatada de forma tão acelerada, que na versão cinematográfica, a esmagadora maioria dos pormenores fique por contar…