A minha vida passada

Antes de me pôr a divagar sobre as capacidades divinatórias da Ágata, preciso começar por decidir se acredito sequer em vidas passadas… Não é, decididamente, um tema em que pense frequentemente. Não digo que me incomode, assuste ou vá contra os meus princípios! Acontece, simplesmente, que a minha formação racional, tende a considerar toda a temática da alma e do espírito um grande disparate, da mesma forma que a minha intuição tende a aceitá-la sem grandes porquês. Desta forma, entre a espada espiritual e a parede racional, encontra-se um Carlos que não sabe bem no que deverá acreditar.

Para o desafio em causa, no entanto, a única solução será seguir a intuição e, afastando as dúvidas, fazer de mim um crente absoluto, ainda que temporário.

Poderia agora fazer uma pequena pesquisa sobre esta temática e tentar, desta forma, saber o que deveria esperar das minhas vidas passadas. Não o farei. Utilizarei apenas o senso-comum, e uma vez mais, uma boa dose de intuição.

Se a nossa alma eterna, descobre, aprende, evolui em cada nova vida, imagino-a, então, com um percurso semelhante ao da vida que conhecemos. Passarão também as almas por uma infância, uma adolescência, percorrendo todo um longo caminho até à velhice? Suponho que sim! De outro modo, não faria sentido falar em aprendizagem e evolução!

Esta conclusão, embora simples, é de uma importância extrema. Significa que a alma da minha vida passada, sabia menos um pouco que a alma da minha vida actual, mas era, na sua essência, a mesma! Ou seja, o relato da vida descrita pela Ágata poderia, na sua maioria ser aplicado a mim, sem que isso fosse contra os meus princípios, o meu ser, (a minha alma).

1) “uma pessoa que estivesse sempre a começar coisas novas“, “Se calhar uma pessoa demasiado egoísta porque demasiado envolvida na sua própria criatividade e nos processos para manifestá-la na realidade?“. Ora, isto não me surpreenderia nem um pouco! Já a parte de “pronta a ¨conquistar o mundo¨, cheia de ¨paixão pela vida¨, e que sabia exactamente aquilo que queria“, tem pouco a ver comigo. Talvez tenha aprendido alguma coisa a esse respeito? Alguma modéstia?

2) “podias ser do género de pessoa que se estava sempre a apaixonar por uma pessoa diferente. Se eras do tipo que se entusiasmava com novas ideias, também podias ser alguém que se entusiasmava demasiado facilmente por novas pessoas…“. Então não era suposto estarmos a falar da minha vida anterior? :P

3) Penso que a ¨atitude defensiva¨ de que falas, faz bastante sentido. Já os motivos (os actuais), terão pouco a ver com as suposições que fizeste, o que não significa que nessa outra vida, não fizessem algum sentido. Quem sabe até que ponto o presente não teve ali a sua génese…

4) “eras algum tipo de pessoa a quem os outros recorriam para arbitrares conflitos de relacionamento…?“. Quem sabe? Não me surpreenderia. Aliás, a prostituta também não me chocaria! Parece-me que a casamenteira estaria bem mais afastada do meu Eu (pelo menos do actual…).

5) “honrada, digna, extremamente consciente de si próprio/a (a carta 9 de paus também fala de auto-consciência), uma pessoa livre, uma pessoa talvez com muito êxito e que viajava muito.“. Até parecia ser um tipo porreiro. Nada a acrescentar aqui… :)

6/7) “Podias ter sido demasiado carismático ou teatral, alguém pouco modesto, alguém demasiadamente confiante e ¨disposta a correr riscos com base em palpites¨. Talvez houvesse uma abundância de impetuosidade, arrogância e vaidade. Talvez uma ¨mania das grandezas¨“. “Talvez fosses ¨famoso¨ pela tua ¨ausência de tacto, brusquidão e intelecto poderoso¨“. Isto não tem nada a ver comigo, mas lá está, como referi no primeiro ponto, talvez a minha aprendizagem tenha passado por aí…

8/9) Demasiado “objectivo” para que possa comentar…

10/11) Epá, isto começa a tornar-se mais difícil. Penso que faz algum sentido, mas sem tanto extremismo! Ou seja, nem “eu” seria tão criativo/impulsivo, nem “ela” seria tanto “Uma pessoa com grande autocontrole, muito competitiva“… Talvez andemos a tentar atingir um equilíbrio, ensinando algo um ao outro? Preciso confessar, no entanto, que a análise destes pontos me deixa de pé atrás. Há demasiados adjectivos que não parecem encaixar muito bem… :(

12) “Faz algum sentido o que estou a dizer?” Faz todo o sentido.

13) Bem, aqui concordarei contigo por excesso. Parece-me que em parte, consigo encaixar duas pessoas na descrição que fizeste.

14) Parece-me um pouco confuso para fazer sentido por inteiro. Em parte, penso que sim, fará sentido. Uma vez mais, no entanto, há alguns adjectivos, relativos há minha vida actual, que não me parecem encaixar bem na minha personalidade. Ou então, aprendi tudo muito cedo, pois “nesta vida tens de aprender a ser mais um diplomata e mais generoso“, “Tens de ser mais tolerante e auto-disciplinado” são atributos que já tenho há muito!

15) Ok! Não mudes de mail! :P

Para finalizar, preciso esclarecer que o conhecimento que a Ágata tem a meu respeito, é meramente virtual e bastante superficial. Tudo aquilo em que acertou relativamente à minha vida actual, foi conseguido através do exercício a que se propôs e não através de um conhecimento factual.

Apesar de alguns pontos não fazerem sentido por inteiro, fiquei impressionado com a quantidade de vezes que dei por mim a pensar se isto seria sobre a minha vida passada ou sobre a presente!

Muito interessante! Obrigado!

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5 comments

  1. Curiosa reflexão.
    No entanto à dualidade alma-corpo
    podemos ver a trindade espírito-alma-corpo
    ou os sete veículos (corpos) Atma-Budhi-Mental intuítivo-mental racional-corpo astral-duplo etérico-corpo físico.
    Quais são os que “morrem”?
    Para os Orientais, peritos nestas Ciências, é o quaternário inferior…

    Relativamente à racionalidade, existe também a arracionalidade que não é a irracionalidade.

    A intuíção é muitas vezes confundida com o instinto. A primeira vem da parte Espiritual do Homem, a segunda, vem da parte “animal” do homem…

    Grande Abraço,
    Jorge Moreira.

  2. Olá;

    aproveitar que a net funciona que isto de vez em quando dá o badagaio… :p
    Coloquei a tua resposta no meu blog (na própria leitura feita). Novamente agradeço o feedback!

    ****

  3. Tu nem sabes quantos hits eu tenho ao meu blog só por causa deste post… :p

    ******** ;)

  4. Ah, mas imagino miss Dunya. Eles caem tanto do teu lado como do meu! :D

  5. Tenho que abrir uma lojinha só para fazer leituras destas, lol.
    (Epá, a vida tá cara :p )