A borboleta Maculinea alcon (Denis & Schiffermüller, 1775), é um dos 30 lepidópteros da família Lycaenidae que ocorrem em Portugal. Apesar de uma vasta distribuição, desde a Europa Central e Meridional até à Ásia Central, as suas populações, dispersas, encontram-se em declínio muito acentuado em determinadas áreas.

Tal como acontece com outras espécies do género Maculinea, esta borboleta tem um ciclo de vida tão complexo como curioso. Depois da eclosão dos ovos, a lagarta alimenta-se durante algum tempo da sua planta hospedeira, a Gentiana pneumonanthe. Após esta fase, no entanto, a larva abandona a planta e é “adoptada” por formigas do género Myrmica, residindo os nove a dez meses seguintes dentro do seu ninho, como parasita.

Embora as larvas de outros licaenídeos consigam protecção dos predadores estabelecendo uma relação de mutualismo com algumas formigas, esta espécie vai mais longe. Através de um engenhoso processo de sedução química, consegue levar as formigas que eventualmente a encontrem, a transportá-la para o seu formigueiro. Uma vez aí, este mimetismo químico leva as formigas a alimentá-las até à fase de crisálida, durante a qual continuarão a ter a protecção da sua “família adoptiva”.

A borboleta adulta emerge do seu casulo, ainda dentro do formigueiro, três a quatro semanas depois de iniciada a fase de pupa. Finalmente desprovido da sua protecção química, o lepidóptero precisa abandonar o formigueiro ou corre o risco de ser atacado pelas formigas. Uma vez ao ar livre, poderá, finalmente, expandir as asas e voar.

M. alcon

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Post inapropriado do mês

Enviado para Internet em 20 de Maio de 2008 por Carlos Franquinho / Sem comentários »

French Kamasutra. Très bien!

Não esquecer a secção de videos!

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Wii Fit

Enviado para Gastos de dinheiro, Geekness em 17 de Maio de 2008 por Carlos Franquinho / Sem comentários »

Tenho-me esquecido de fazer este post, mas parte da culpa é precisamente desta engenhoca que me tem mantido algo ocupado ao longo das últimas semanas.

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Só a Nintendo para nos pôr a fazer figuras (ainda mais) tristes em frente à televisão.

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A Geologia dos Parques

Enviado para Geologia, Internet, Universidade em 14 de Maio de 2008 por Carlos Franquinho / Sem comentários »

A análise das várias páginas dos parques naturais revela, na generalidade, uma enorme pobreza de informação de âmbito geológico (e não só!). Dos parques consultados, apenas o Parque Natural Sintra-Cascais apresenta alguma informação geológica relevante.

Embora a geologia destas regiões esteja entre os factores que levaram à criação de vários parques, verificamos que esta não é tida em conta, senão como aspecto de mera curiosidade. Vejamos:

“As serras de Aire e Candeeiros são o mais importante repositório das formações calcárias existente em Portugal e esta é a razão primeira da sua classificação (Decreto-Lei nº 118/79, de 4 de Maio) como Parque Natural.”

Seria espectável, após esta declaração na página do PNSAC, encontrar informação detalhada sobre a geologia da região, mas nada de concreto se encontra descrito.

O mesmo sucede com a generalidade das páginas. À excepção de meras curiosidades ou chamadas de atenção para formações geológicas que poderemos encontrar ao longo dos percursos existentes nos parques, nada mais é descrito.

“Pontos de interesse: Património geológico (dobras, camadas verticais e falhas nos quartzitos), património arqueológico(…)”

Com esta informação, avançada na página do Parque Natural do Douro Internacional a respeito de um dos seus percursos pedestres, talvez um visitante atento e interessado consiga, de facto, encontrar as referidas formações geológicas, mas não será, infelizmente, na página do Parque, que irá encontrar informação concreta sobre as mesmas…

Actualmente, em termos de informação de carácter geológico, destacar-se-ía positivamente a página do Parque Natural Sintra-Cascais. No tópico relativo à caracterização física do Parque, um extenso capítulo dedicado à geologia da região, acompanhado de fotografias, esquemas e mapas, poderá certamente satisfazer a curiosidade dos visitantes mais exigentes.

Após uma descrição geral da geologia e da história geológica da região, esta página apresenta uma descrição detalhada de várias formações que se poderão encontrar neste Parque, facilitando deste modo a sua localização no terreno e também a compreensão dos fenómenos que lhes deram origem.

Em termos de conteúdo geológico, o site de um novo Parque poderia utilizar a página do Parque Natural Sintra-Cascais como referência. Ressalvo, no entanto, que relativamente à estrutura e ao grau de acessibilidade desta página, muito poderia ser melhorado, sendo esta uma temática que sai já do âmbito desta análise.

(excerto do meu último trabalho de Geologia)

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Testemunho presencial de Fátima: 91 anos depois.

Enviado para Uncategorized em 12 de Maio de 2008 por Carlos Franquinho / 2 comentários »

Leiria, 15 de Out de 1917

Meu Caro,

Recebi hoje a tua carta e lamento que não tenham vindo.

A explicação do que se passou na Fátima encontra-la no Século d’hoje.

- Deveriam estar pela estrada fora mais de 300 vehiculos e talves, entre eles, mais de 100 automóveis. Veio gente de Lisboa - Santarém e até de Guimarães! De todos os pontos do paiz.

A comoção que avassalou o espírito da maioria d’aquela gente podes ainda avaliá-a pela descripção do Século.

Foi assombroso!

E o caso não era para menos.

Dêem eles - os sábios - a explicação que quiserem ao fenómeno, mas o que é facto é que se produziu um fenómeno - não previsto - e produziu-se precisamente no dia e à hora que aquelas creanças indicaram.

Que deveremos concluir d’aqui?

Não sei.

O sol teve uns movimentos de rotação d’uma rapidez vertiginosa. Via-se ainda andar à roda que parecia “um rodízio” segundo a expressão d’um qualquer campónio.

E o tempo que estava de chuva parecendo que seria para todo o dia levantou precisamente n’aquela altura. Coincidência? Talvez.

Mas como explicam os descrentes o facto d’aquela creança, segundos antes do fenómeno se produzir, ter dito “Olhem para o sol. É agora.”

E o fenómeno produziu-se.

E ninguém tinha conhecimento de que natureza era o fenómeno que ía produzir-se, e todos, desde o mais próximo ao mais afastado, e compreendes que estando ali umas 30.000 pessoas segundo os cálculos feitos estava gente muito afastada uma da outra, todos, repito n’aqueles breves momentos, viram o mesmo fenómeno.

Por isso não houve sugestão.

O fenómeno deu-se.

Os sábios - os descrentes que o expliquem se podem, que eu limito-me a curvar-me perante um caso tão extraordinário e assombroso.

Adeus - Saudades

Teu (assinatura ilegível)

P.S. Uma inexactidão há no Século - A creança não disse que a guerra tinha terminado mas sim ía terminar e brevemente os soldados regressariam a Portugal.

(assinatura ilegível)

Testemunho retirado do Fundo documental da família Ramos Pinto - Arquivo Distrital de Leiria.

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