Stardust vs Stardust

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É mais que sabido que as adaptações cinematográficas ficam, geralmente, àquem das obras literárias que lhes servem de inspiração. Tratam-se de artes diferentes, dirigidas a diferentes públicos, e como tal, não deveremos estranhar os resultados destas adaptações.

Comecei a ler Stardust ainda antes da versão de Hollywood estrear na tela, mas acabei por ver o filme antes de terminar o livro. Não me surpreenderam a supressão de personagens, o desenvolvimento de outras ou os pontapés na história de modo a torná-a mais simples. É isso que os frequentadores do cinema esperam encontrar – um entretenimento de hora e meia que depois possam esquecer.

Uma alteração, porém, foi de tal modo radical e é tão representativa das diferenças entre o cinema e a obra literária que não poderia deixar de a assinalar.

Trata-se do final da história. O grande clímax (ou a falta dele).

Seguem-se spoilers. Continue a ler por sua conta e risco.

Quem viu o filme, decerto se lembrará das cenas finais em que os heróis lutam com as bruxas más (e sem surpresa, as vencem).

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Pois na obra literária, o cenário é bem diferente. Sem as exigências comerciais de um púbico ávido de sangue e violência, o autor pode dar-se ao luxo de finalizar a sua obra com um anti-climax. Possívelmente decepcionante para alguns, este final tem o mérito de nos pôr a pensar e, quem sabe até nos obriga a escrever um post sobre o assunto! :D

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One comment

  1. “senti os pêlos rijos a roçarem nos seus lábios delicados”
    isso é um registo de categoria ‘graficamente explicita’ :D