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Aerogeradores. São assim tão bonitos?

Enviado para Ambiente, Desabafos em 7 de Outubro de 2008 por Carlos Franquinho /

Felizmente, nos dias que correm, as energias renováveis são bem recebidas pela população e pelos governos pelo que é natural que se encontrem em franco crescimento. A questão que coloco é: a que custo?

Um dos meus destinos de férias preferido é o Parque Natural de Montesinho ao qual tenho regressado quase anualmente, ao longo dos últimos 5 ou 6 anos. De ano para ano, uma paisagem que possuía, quando a descobri pela primeira vez, uma indescritível beleza agreste, praticamente intocada por mãos humanas, vem-se transformando num imenso campo de geradores eólicos.

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Acredito que o impacto nos ecossistemas seja muito reduzido pois, felizmente, as ventoinhas não poluem. Mas… E o impacto visual? Até agora, os cumes das montanhas distantes eram os únicos locais a que não chegava a mão do Homem e onde podíamos, mesmo em plena Europa, encontrar a Natureza num estado selvagem. Agora, parece não haver pico que não tenha um aerogerador. Teremos o direito de roubar estas paisagens às gerações futuras?

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É difícil, com belos spots publicitários, como este da EDP, ver algum mal nesta energia! Os últimos segundos do anúncio, no entanto, demonstram bem aquilo de que falo.

Há uma linha ténue a separar as vantagens e as desvantagens de cada decisão que se toma e é preciso ponderar bem se os ganhos justificam os custos…

2 comentários em “Aerogeradores. São assim tão bonitos?”

  1. 7 de Outubro de 2008 às 23:15 #Vitor Sérgio

    É, infelizmente é como diz o Paulo Almeida Santos, as nossas serras estão a saque.

    Se um Parque é Natural, vejo muito contra-senso na colocação dos tão desejados aerogeradores, pois é sabido da incompatibilidade deste projecto com a preservação dos valores naturais destas montanhas.

    Oh meu deus, este projecto de energias renováveis é necessário, mas não estraguem outros projectos igualmente, ou mais importantes, como os da preservação de espécies em vias de extinção, como o Lobo Ibérico por exemplo. A construções de estradões de acesso a cada moinho é meio caminho andado para a desertificação da zona, em termos da fauna.

    Mas eles é que são engenheiros…

    Mais aqui: http://montanhasibericas.blogspot.com/2007/10/montesinho-indefeso.html

  2. 8 de Outubro de 2008 às 13:54 #Romulo

    Sem estar dentro do tema até acabo por concordar, mas também queria preservar essas paisagens para mim, não só para as gerações futuras. Quero lá bem saber deles :P

    Também já tinha reparado nessas ‘ventoinhas’, poucas são engraçadas, evocam a criatividade da engenharia para soluções ecológicas. Muitas começam a pesar bastante nas paisagens, e a única coisa que conseguem evocar é que essa criatividade têm de continuar ;)

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