Dezembro, 2008


5
Dez 08

Spam via SMS

Este post poderia ter um subtítulo: A Quem Não  Deve Dar o Seu Número de Telemóvel.

Esta praga recente, embora ainda incomparável com o spam que recebemos via email, começa a atingir o que parece ser o ponto de não retorno. Descobriram um filão inexplorado e há que sugá-lo até ao tutano.

Nos últimos 5 meses não tenho apagado a generalidade dos SMSs, o que me permite fazer uma pequena análise ao spam recebido.

Em primeiro lugar destacado, está a própria operadora, Optimus, com 15 mensagens de spam. Não é de surpreender. São os primeiros a conhecer o número, e começaram devagarinho, enviando mensagens e informações de serviço que, aos poucos, se transformaram em descarada publicidade não solicitada. Não me surpreenderia que outras mensagens de números cuja origem desconheço também tenham origem na Optimus (1214 – 3 mensagens, 1245 – 2 mensagens, 12012 – 1 mensagem).

Segue-se os spammers, Rádio Popular, com 5 mensagens, a Caixa Geral de Depósitos com 4 mensagens e o Continente, com uma mensagem.

Além dos números desconhecidos que referi, ainda a destacar uma das mensagens mais surpreendentes, com origem num número “normal”, o 934879016, que publicitava um site de “crédito rápido”. É o chamado spam híbrido. :)

Parece pouco? Estas mensagens já representam cerca de 25% do total de SMSs recebidos. Onde é que vamos parar? :(

Melhor mesmo, é começar a recusar dar o número de telemóvel a empresas, qualquer que seja o seu ramo, e por muito honestas que nos pareçam… Obviamente, o número de casa também está fora de questão. Entre spam-sms e telemarketing, venha o diabo e escolha!


2
Dez 08

Consumo eficiente?

Passam agora dois anos sobre a nossa mudança para este apartamento. A altura ideal, portanto, para fazermos um balanço dos nossos consumos.
O nosso agregado familiar é composto por duas pessoas e o apartamento em questão é um T3. Quer por motivos ambientais quer económicos, temos tentado apostar numa utilização racional dos nossos recursos. Terá, o nosso esforço, sido suficiente?

Consumo de energia eléctrica

Indicador Unidade Resultado 2007 Resultado 2008 Valor de referência
Consumo médio mensal de energia kWh/mês 301,5 298,3 ~352,2

O cálculo do consumo médio mensal de energia foi efectuado com recurso aos valores presentes nas facturas, referentes às leituras reais do contador. Após a soma anual destes valores, o valor médio mensal foi calculado dividindo o total obtido por doze meses.
O valor obtido representa, assim, a média de energia eléctrica consumida mensalmente em cada um dos anos analisados.
Embora se refira, como valor de referência, o resultado obtido através do site da EDP, julgo não se dever, porém, encará-lo como meta a atingir, uma vez que faltam a este simulador algumas características que o tornem minimamente fiável (como seja, por exemplo, a composição do agregado familiar que, naturalmente, se deveria reflectir no resultado obtido).

A diferença de resultados entre os dois anos em análise, embora não tão significativa como gostaríamos, vem de encontro ao esforço que temos vindo a efectuar no sentido de reduzir o nosso consumo energético.
Nesse sentido, optámos, desde logo, pela aquisição de electrodomésticos cuja classe energética fosse de categoria A.
Infelizmente, por desconhecimento da nossa parte, a generalidade dos nossos candeeiros utilizam lâmpadas de halogéneo, cuja substituição por lâmpadas economizadoras se tem vido a revelar difícil, quer por não estarem disponíveis no mercado em todos os formatos que necessitamos, quer por não ser fácil encontrar as poucas que existem.
Apesar de procurarmos evitar deixar qualquer equipamento em stand by, este será, certamente, um ponto em que ainda podemos melhorar. Temos procurado não deixar os carregadores ligados à corrente após carregar os telemóveis e sempre que possível fazemos o mesmo para qualquer equipamento que não precise manter-se ligado. O equipamento informático, no entanto, fica habitualmente ligado sem necessidade e será um ponto a corrigir se queremos atingir um valor de consumo ideal.

Um indicador aqui não analisado, o valor médio mensal da factura de energia, sofreu uma forte diminuição com a adopção da tarifa bi-horária da EDP e a adopção das horas de vazio para utilização de equipamento eléctrico mais exigente do ponto de vista do consumo.

Consumo de água

Indicador Unidade Resultado 2007 Resultado 2008 Valor de referência
Consumo médio mensal de água m3/mês 9,1 9,8 ~9,0

Recorrendo à análise das facturas do consumo de água, obteve-se o consumo médio mensal de água. Através da soma das leituras reais dos vários meses e da sequente divisão por doze meses, obtemos este valor para cada um dos anos analisados.
O valor utilizado como referência, é apresentado no site da EPAL apenas em formato gráfico, daí tratar-se de uma aproximação, embora possa ser encarado como uma meta a atingir.

Tanto o aumento que se verificou de 2007 para 2008 como a meta que deveríamos procurar atingir, constituem uma surpresa, pois julgávamos ter vindo a reduzir o nosso consumo para valores ideais, o que não se verifica.
Uma vez que reduzimos a um a número desprezável os banhos de imersão e temos tentado, sempre que possível, evitar lavar a louça na máquina, optando pela lavagem à mão, a subida do consumo, constitui, em certa medida, um factor de frustração.
Haverá, obviamente, espaço para melhorar, seja por redução do fluxo das torneiras e chuveiros quer pela redução de volume das descargas do autoclismo, mas é-nos difícil compreender o acréscimo neste último ano, pois não sabemos onde teremos consumido mais água.

Apesar da nossa preocupação em manter um nível de consumo reduzido, constatamos, através deste exercício, que os nossos esforços não se têm traduzido numa diminuição tão drástica como pretendíamos.
Gostaríamos de encontrar, a nível das instituições, a divulgação de valores de referência que pudessem ser encarados como metas a atingir pois é a única forma de sabermos se o estilo de vida que levamos é, efectivamente, eficiente.
Tentaremos, ainda, olhar para os nossos consumos de uma forma mais racional, analisando o consumo efectuado e não apenas o valor a pagar que, nem sempre parece traduzir a realidade.
Este exercício revela a necessidade de um acompanhamento constante dos valores mensais. Não basta encarar estes indicadores de forma meramente teórica: é necessário definir metas e procurar, mês após mês, chegar cada vez mais perto dos nossos objectivos.