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Não me quero alongar demasiado sobre o espectáculo que é este filme. Parece que estamos, efectivamente, perante um marco na história do cinema.

Louvores (inteiramente merecidos) à parte, não posso deixar de referir um pormenor que, para mim, é demasiado evidente: a história de base deste filme, é basicamente a mesma de Dune (David Lynch, 1984).

Embora isso não lhe retire o mérito de ser um filme inovador e um espectáculo visual deslumbrante, a meu ver, ensombra um pouco o que, de outro modo, seria um sucesso irrepreensível…

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9 comments

  1. Preferia que te alongasses mais, assim sempre percebia se valia ou não a pena dar uma volta ao cinema. Só ouvi falar do filme ontem numa entrevista com o realizador, e olha que só com isso que escreveste + a entrevista que vi, não me mexia 1cm para ir ao cinema :P

    • Mas se me alongasse, estaria a estragar-te a surpresa. :)

      Como é possível que só tenhas ouvido falar do filme agora? Esteve em desenvolvimento durante 15 anos e é o mais caro filme da história do cinema. Só esses, seriam motivos suficientes para se ficar curioso, nem que fosse para, depois, poderes dizer mal. :)

      Um aspecto de que não falei no post: a biologia de Pandora parece-me cientificamente muito bem conseguida. Não é hábito num filme de extraterrestres, dar-se tanta atenção aos detalhes dos seres vivos que ocupam os vários nichos ecológicos. Mas, tendo em conta a intensa conotação ambientalista do filme, faz todo o sentido que tenha existido esse cuidado.

      • Mas na entrevista que vi, o que o fez parecer um filme normalíssimo e ‘abonecado’ foi precisamente o ênfase que faziam no facto de ter custado não sei quantos milhões.
        Para mim, que até podia ir ver o filme, isso não me interessa nada. Interessa-me apenas em saber se a história é boa, é nova, é envolvente e se me poderá eventualmente abrir novos horizontes e sentir coisas novas.

        Outro factor que me vai impedir de gastar um dinheirão nos bilhetes, é que o genérico do filme parece um genérico de um jogo de computador. Não gosto nem um bocado das soluções ’3D’ para contar histórias, preferia que fosse igual a 1ª série do Startrek ou até mesmo do Dune – sempre envolvia muito mais e era muito mais humana :)

      • quando disse genérico do filme, referia-me ao trailer. E o mesmo para os jogos :D

  2. Sério? Vi a apresentação do filme e achei fantástico…mas às vezes as apresentações enganam…

  3. Diana, para além do espectáculo visual, este é, provavelmente, o filme com a mais forte mensagem ambiental que já vi. Vai ver, não te vais arrepender. :)

  4. Na minha opinião é, de facto, um dos poucos filmes que consegue criar uma onda de emoções, apesar, de a história ser algo batida, mas tem alguns ingredientes de enredo bastante pertinentes. De todos os filmes que vi no cinema neste século este, é, sem margem para dúvidas, o melhor de todos eles. É um dos poucos filmes que recomendo vivamente.

  5. Eu também o fui ver “de pé atrás”… não estava muito convencido. (E o facto de ser em 3D também não me inspirava muita confiança… já que até aqui só tinha tido más experiências com esse tipo de filmes.)

    Mas depois de ver o filme… tive que reconhecer que o homem cumpriu completamente com o que se tinha proposto a fazer.
    Pela primeira vez vejo o 3D a fazer sentido num filme, e de uma forma que – para além de não chatear – ajuda mesmo a transportar-nos para dentro da história.

    Sim, a história não é propriamente original… o tal “dune” remascarado, ou a colagem de inúmeros trechos de outros filmes, mas mesmo assim… funciona bastante bem.

    Ou seja, é mesmo um espectáculo visual que vale mesmo a pena ser visto (e revisto) no cinema. :)

    • Adorei o filme em todos os aspectos…
      Ficou bem patente a mensagem transmitida, ou seja, o equilíbrio mantido entre a natureza e os seres que nela habitam, através da sua conservação, assim como a história de amor que se desenrolou…