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Aerogeradores. São assim tão bonitos?

Enviado para Ambiente, Desabafos em 7 de Outubro de 2008 por Carlos Franquinho / 2 comentários »

Felizmente, nos dias que correm, as energias renováveis são bem recebidas pela população e pelos governos pelo que é natural que se encontrem em franco crescimento. A questão que coloco é: a que custo?

Um dos meus destinos de férias preferido é o Parque Natural de Montesinho ao qual tenho regressado quase anualmente, ao longo dos últimos 5 ou 6 anos. De ano para ano, uma paisagem que possuía, quando a descobri pela primeira vez, uma indescritível beleza agreste, praticamente intocada por mãos humanas, vem-se transformando num imenso campo de geradores eólicos.

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Acredito que o impacto nos ecossistemas seja muito reduzido pois, felizmente, as ventoinhas não poluem. Mas… E o impacto visual? Até agora, os cumes das montanhas distantes eram os únicos locais a que não chegava a mão do Homem e onde podíamos, mesmo em plena Europa, encontrar a Natureza num estado selvagem. Agora, parece não haver pico que não tenha um aerogerador. Teremos o direito de roubar estas paisagens às gerações futuras?

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É difícil, com belos spots publicitários, como este da EDP, ver algum mal nesta energia! Os últimos segundos do anúncio, no entanto, demonstram bem aquilo de que falo.

Há uma linha ténue a separar as vantagens e as desvantagens de cada decisão que se toma e é preciso ponderar bem se os ganhos justificam os custos…

A borboleta Maculinea alcon (Denis & Schiffermüller, 1775), é um dos 30 lepidópteros da família Lycaenidae que ocorrem em Portugal. Apesar de uma vasta distribuição, desde a Europa Central e Meridional até à Ásia Central, as suas populações, dispersas, encontram-se em declínio muito acentuado em determinadas áreas.

Tal como acontece com outras espécies do género Maculinea, esta borboleta tem um ciclo de vida tão complexo como curioso. Depois da eclosão dos ovos, a lagarta alimenta-se durante algum tempo da sua planta hospedeira, a Gentiana pneumonanthe. Após esta fase, no entanto, a larva abandona a planta e é “adoptada” por formigas do género Myrmica, residindo os nove a dez meses seguintes dentro do seu ninho, como parasita.

Embora as larvas de outros licaenídeos consigam protecção dos predadores estabelecendo uma relação de mutualismo com algumas formigas, esta espécie vai mais longe. Através de um engenhoso processo de sedução química, consegue levar as formigas que eventualmente a encontrem, a transportá-la para o seu formigueiro. Uma vez aí, este mimetismo químico leva as formigas a alimentá-las até à fase de crisálida, durante a qual continuarão a ter a protecção da sua “família adoptiva”.

A borboleta adulta emerge do seu casulo, ainda dentro do formigueiro, três a quatro semanas depois de iniciada a fase de pupa. Finalmente desprovido da sua protecção química, o lepidóptero precisa abandonar o formigueiro ou corre o risco de ser atacado pelas formigas. Uma vez ao ar livre, poderá, finalmente, expandir as asas e voar.

M. alcon

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Homo sapiens: o sucesso da espécie

Enviado para Ambiente, Biologia, Universidade em 15 de Dezembro de 2007 por Carlos Franquinho / 3 comentários »

Os seres humanos apresentam uma reprodução sexuada, que se traduz na ocorrência da meiose - divisão celular que reduz a metade o número de cromossomas típico da espécie, e da fecundação - fusão das células haplóides de dois indivíduos distintos que resulta em descendentes geneticamente diferentes dos seus progenitores e diferentes entre si.
Entre as várias teorias que pretendem explicar o processo que levou a espécie humana à conquista da Terra, destacam-se a hipótese multirregional e a hipótese da origem única. A primeira teoria defende a evolução paralela da espécie, em vários locais em simultâneo, a partir de um antepassado remoto que teria deixado África há 2 milhões de anos. A teoria da origem única, por outro lado, defende que a Humanidade descende de um único e pequeno grupo de Homo sapiens que teria deixado África há apenas 50.000 anos.
Os mais recentes estudos da genética humana parecem confirmar a teoria da origem única. A análise do ADN mitocondrial em particular, veio demonstrar que todos os seres humanos hoje vivos, descendem de uma mulher que viveu em África há 150.000 anos - a Eva Mitocondrial.

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Tua, rio em risco: paisagem ou barragem?

Enviado para Ambiente em 14 de Novembro de 2007 por Carlos Franquinho / 2 comentários »
A todos os fotógrafos e demais interessados,

A admirável paisagem do rio Tua, afluente do Douro, sua flora, fauna, famosa ferrovia, estão ameaçados de desaparecimento com a construção de uma barragem. Património natural e cultural lesado também por outras barragens propostas: no Parque Nacional da Peneda-Gerês, Parque Natural de Montesinho, Rio Sabor, Rio Maçã (de grande beleza), Alto Coa (como o Tua também com gargantas de grande interesse paisagístico, geológico e ambiental, conservadas em países como a França ou Marrocos), Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, Almourol, etc.

Tem até amanhã 3ª Feira 13 para enviar a sua opinião por escrito para o INAG, para o que pode usar o documento FICHA DE PARTICIPAÇÃO.doc a descarregar aqui: http://www.inag.pt/inag2004/port/diversos/temporario/seguranca/Seguranca.html onde pode também obter mais informação sobre o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico.

Abaixo junto 2 fotos do Tua, que tenho visitado, e um texto em que explico o que seria destruído pela barragem, que pode ser construída noutros locais menos valiosos que não faltam num país tão acidentado orograficamente.
Se lá fôr fotografar, não no Inverno ou Verão dada a temperatura, vá acompanhado e leve água e telemóveis. É proibido andar sobre a linha do comboio.

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I want to ride my bicycle

Enviado para Ambiente, Desabafos, Devaneios, Entomologia, Fotografia, Lepidoptorologia em 28 de Outubro de 2007 por Carlos Franquinho / 7 comentários »

Desde há cerca de um ano, quando viemos morar para a Marinha Grande, que nos surgiu a ideia de comprar um par de bicicletas para podermos usufruir convenientemente do ambiente que nos rodeia.

Ora, não tendo feito segredo desta nossa vontade, acabei por receber a minha bicicleta no passado dia 21, no meu dia de anos! :)

Nada como um Sábado com uma tarde desocupada e um Sol invejável para testar o veículo. :D

A intenção era, à partida, experimentar a bicicleta, o piso das ciclovias e a minha forma física…

Para tal, saí da Marinha Grande em direcção a São Pedro de Moel, deixando o resto do percurso em aberto. Acabou por ser um pouco mais longo do que previra!

percurso bicicleta

Foram 35 km, a uma velocidade média de 15 km/h e máxima de 42 km/h. Nada mau, para uma primeira vez!

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