Lepidoptorologia
25
Mai 08
Breve estudo sobre o lepidóptero Maculinea alcon (Denis & Schiffermüller, 1775)
A borboleta Maculinea alcon (Denis & Schiffermüller, 1775), é um dos 30 lepidópteros da família Lycaenidae que ocorrem em Portugal. Apesar de uma vasta distribuição, desde a Europa Central e Meridional até à Ásia Central, as suas populações, dispersas, encontram-se em declínio muito acentuado em determinadas áreas.
Tal como acontece com outras espécies do género Maculinea, esta borboleta tem um ciclo de vida tão complexo como curioso. Depois da eclosão dos ovos, a lagarta alimenta-se durante algum tempo da sua planta hospedeira, a Gentiana pneumonanthe. Após esta fase, no entanto, a larva abandona a planta e é “adoptada” por formigas do género Myrmica, residindo os nove a dez meses seguintes dentro do seu ninho, como parasita.
Embora as larvas de outros licaenídeos consigam protecção dos predadores estabelecendo uma relação de mutualismo com algumas formigas, esta espécie vai mais longe. Através de um engenhoso processo de sedução química, consegue levar as formigas que eventualmente a encontrem, a transportá-la para o seu formigueiro. Uma vez aí, este mimetismo químico leva as formigas a alimentá-las até à fase de crisálida, durante a qual continuarão a ter a protecção da sua “família adoptiva”.
A borboleta adulta emerge do seu casulo, ainda dentro do formigueiro, três a quatro semanas depois de iniciada a fase de pupa. Finalmente desprovido da sua protecção química, o lepidóptero precisa abandonar o formigueiro ou corre o risco de ser atacado pelas formigas. Uma vez ao ar livre, poderá, finalmente, expandir as asas e voar.

28
Out 07
I want to ride my bicycle
Desde há cerca de um ano, quando viemos morar para a Marinha Grande, que nos surgiu a ideia de comprar um par de bicicletas para podermos usufruir convenientemente do ambiente que nos rodeia.
Ora, não tendo feito segredo desta nossa vontade, acabei por receber a minha bicicleta no passado dia 21, no meu dia de anos!
Nada como um Sábado com uma tarde desocupada e um Sol invejável para testar o veículo.
A intenção era, à partida, experimentar a bicicleta, o piso das ciclovias e a minha forma física…
Para tal, saí da Marinha Grande em direcção a São Pedro de Moel, deixando o resto do percurso em aberto. Acabou por ser um pouco mais longo do que previra!

Foram 35 km, a uma velocidade média de 15 km/h e máxima de 42 km/h. Nada mau, para uma primeira vez!
24
Set 07
IV Noite Europeia das Borboletas Nocturnas
Aqui vos deixo uma mensagem relativa a esta actividade em que todos estão, desde já, convidados a participar. Não é tão difícil como parece! Para quem nunca fez algo semelhante, acaba por ser uma experiência deveras interessante.
Ainda uma nota pessoal para vos contar como é incrível o pouco que conhecemos da nossa fauna entomológica. Eu próprio, em Abril de 2006, acabei por descobrir uma nova espécie de lepidóptero para Portugal. Conhecermos o mundo que nos rodeia é essencial para o conseguirmos preservar! E ainda há tanto por descobrir…
Venho por este meio anunciar a realização, de 11 a 15 Outubro de 2007, da IV Noite Europeia de Borboletas Nocturnas, um evento que pretende averiguar que espécies de borboletas nocturnas voam numa determinada época do ano, no maior número possível de países do espaço europeu.
Surgida em 2004, esta actividade tem-se revelado um sucesso ao nível da cooperação internacional com naturais repercussões no meio cientifico e na conservação das espécies de borboletas (Lepidópteros). Portugal, representado desde o seu início tem visto o número de observadores e espécies observadas crescer de ano para ano. No nosso país, em 2006 este evento contou com a participação de 20 empenhados observadores que contribuiram com os seus registos quer realizando observações isoladas ou eventos públicos.