<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>ETERNOS.ORG &#187; Ambiente</title>
	<atom:link href="http://eternos.org/category/ambiente/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://eternos.org</link>
	<description>espaço web de carlos franquinho</description>
	<lastBuildDate>Tue, 09 Feb 2010 14:52:44 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>As empresas e a biodiversidade</title>
		<link>http://eternos.org/2009/11/06/as-empresas-e-a-biodiversidade/</link>
		<comments>http://eternos.org/2009/11/06/as-empresas-e-a-biodiversidade/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 20:32:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Franquinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[conservação]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[ecossistemas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eternos.org/?p=1365</guid>
		<description><![CDATA[Serviços de Ecossistema – reconhecendo a realidade
Foi necessário percorrer um longo caminho, repleto de obstáculos e percalços, para que o Homem tomasse consciência do que deveria ser óbvio: como fruto da evolução e como mero membro da biodiversidade terrestre, também nós estamos inteiramente dependentes dos serviços dos ecossistemas. Durante milhares de anos, sempre tomámos como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Serviços de Ecossistema – reconhecendo a realidade</strong></em><br />
Foi necessário percorrer um longo caminho, repleto de obstáculos e percalços, para que o Homem tomasse consciência do que deveria ser óbvio: como fruto da evolução e como mero membro da biodiversidade terrestre, também nós estamos inteiramente dependentes dos serviços dos ecossistemas. Durante milhares de anos, sempre tomámos como garantidos todos os bens e produtos que a Natureza nos oferece, sem questionar a sua disponibilidade ou sem considerar os seus eventuais custos. Como resultado, fomos utilizando abusivamente todos os recursos naturais quase até à sua exaustão, fomos deteriorando os ecossistemas quase até ao ponto de não ser possível a sua recuperação.</p>
<p>Em 1992, no âmbito da Convenção para a Diversidade Biológica, abriram-se, finalmente, as portas para uma maior compreensão da nossa dependência dos ecossistemas e dos passos necessários para a sua preservação.</p>
<p><em><strong>Biodiversidade: transformando a crise em negócio</strong></em><br />
Após a tomada de consciência da necessidade de preservar a biodiversidade como base de sustentação dos serviços de ecossistema, dos quais depende o bem estar humano, surge uma questão incontornável: como aliciar o sector privado a participar activamente nesta preservação? À partida, parecerá algo utópico solicitar às empresas, cujo objectivo é a obtenção de lucro, que invistam capital neste campo sem com isso vislumbrarem quaisquer benefícios a curto prazo.</p>
<p>Se para alguns ramos de actividade, caso da agricultura, da caça ou do turismo, o valor da biodiversidade é intrínseco e inquestionável, para outros sectores, como é o caso de inúmeras industrias e serviços, não é tão fácil encontrar uma relação directa entre a biodiversidade e a actividade exercida. O elemento de ligação são, inevitavelmente, os serviços dos ecossistemas, de que todas as actividades económicas dependem, directa ou indirectamente.</p>
<p>A questão, porém, mantém-se: porquê pagar por um bem ou serviço que se encontra abundantemente disponível e do qual sempre todos puderam usufruir sem contrapartidas? O primeiro passo para responder a esta questão, será avaliar os riscos associados à perda de biodiversidade.</p>
<p>Em primeiro lugar, uma sociedade civil cada vez mais informada e exigente, tenderá a optar, preferencialmente, pelos produtos e serviços de empresas ecologicamente responsáveis. As implicações legais de uma má conduta ambiental, como é o caso da aplicação do principio do poluidor pagador, poderão ter um peso determinante na sobrevivência económica das empresas. Finalmente, o uso sustentável dos recursos biológicos é, em última análise, condição necessária para a sobrevivência de todas as empresas pois, a quebra dos serviços de ecossistema implicará a ruptura do fornecimento de bens indispensáveis.</p>
<p>Por uma simples análise da situação inversa, encontraremos uma oportunidade associada a cada um destes riscos: empresas socialmente responsáveis atraem investimento, os produtos e serviços ecologicamente certificados têm maior procura, uma racional utilização dos recursos traduzir-se-à numa redução de custos.</p>
<p>Compreendendo a necessidade imperativa de conservar a biodiversidade, coloca-se, finalmente, a questão: como o fazer? A multiplicidade de respostas possíveis, dependerá do tipo de empresa e de actividade económica em que se insere. Uma primeira análise desta questão revela duas possibilidades:</p>
<ol>
<li>
<em>O negócio tem impacto na biodiversidade</em>: efectivamente, é virtualmente impossível consolidar uma empresa sem qualquer impacto ambiental, pelo que restará aos seus gestores implementar uma politica de controlo ambiental que reduza ao mínimo os prejuízos ambientais provocados pela sua actividade.</li>
<li>
<em>A biodiversidade é o próprio negócio</em>: caso de empresas que adquirem terrenos com alto valor de biodiversidade com intenção de os preservar, que controlam o acesso a espécies ou habitats mediante um pagamento, ou que fazem a gestão da biodiversidade em determinadas áreas.
</li>
</ol>
<p>E é, finalmente, na relação entre estas duas vertentes que se encerra o novo paradigma da biodiversidade como negócio. Uma vez que é praticamente impossível reduzir a zero os impactos na biodiversidade, as empresas deverão compensar a sociedade investindo em créditos ambientais, ou seja, recorrendo aos prestadores de serviços cujo negócio é a conservação (ou recuperação) da biodiversidade.</p>
<p>De acordo com Mendes Palma, <em>et al.</em>, 2008, “<em>Os mercados para os serviços dos ecossistemas, e da biodiversidade em particular, têm vindo a desenvolver-se consistentemente ao longo da última década. Existe a convicção generalizada entre os diferentes players do sector de que esta é uma área de negócio que irá experimentar um acelerado crescimento na próxima década, como alguns dos exemplos dados anteriormente deixam antever</em>”.</p>
<p>Apesar de não se encontrar uma referência explicita no texto do autor, esta visão dos factos parece apontar, quase na totalidade, para o cenário de “Jardim Tecnológico”, traçado pelo <em><a href="http://www.millenniumassessment.org/en/index.aspx">Millennium Ecosystem Assessment</a></em>. Efectivamente, neste cenário, é encorajada a expansão de mercados em serviços de ecossistemas o que se traduzirá numa solução para o conflito entre a economia e o ambiente. Apesar de ser este, porventura, o mais idílico dos quatro cenários descritos neste relatório das Nações Unidas, não é, porém, isento de desvantagens.</p>
<p>A inevitável tentação para gerir todos os ecossistemas do planeta poderá ter o efeito contrário ao desejado. A visão humana (necessariamente simplista) do mundo natural, poderá pôr em causa a sobrevivência de espécies que, possivelmente, não estariam ameaçadas caso os seus ecossistemas ou habitats se mantivessem totalmente selvagens. Por outro lado, o <em>Jardim Tecnológico</em>, dependerá em larga escala da engenharia ecológica e da biotecnologia, diluindo-se a fronteira entre o natural e o artificial, ou seja, haverá tendência para artificializar a Natureza.</p>
<p>Esta visão de futuro depende, obviamente, das acções no presente. Apesar das preocupações ambientais, entre as quais se encontra a quebra da biodiversidade, se encontrarem na ordem do dia, há inúmeros factores politico-sociais que poderão condicionar as decisões tomadas e, consequentemente, os caminhos a trilhar. É impensável, nos dias de hoje, exigir às empresas dos países em desenvolvimento, que coloquem a biodiversidade no topo das suas prioridades. Muitas vezes, porém, é nesses países que a conservação é mais urgente.</p>
<p>Alguns passos importantes foram dados no bom sentido. Compreendemos hoje a importância dos serviços dos ecossistemas e a sua relação com a diversidade da vida na Terra. Esta informação tem conseguido chegar à sociedade civil e aos decisores económicos. Encontrámos alguns métodos que permitirão atingir um equilíbrio entre o progresso e a conservação. Resta, finalmente, encontrar forma de agir de uma forma global, sem esquecer as especificidades regionais de cada país ou região.</p>
<p>As empresas, assim como os indivíduos, não terão propriamente escolha entre preservar ou não preservar a biodiversidade: a conservação é um imperativo. Falta-nos apenas encontrar o melhor método de o fazer.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eternos.org/2009/11/06/as-empresas-e-a-biodiversidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mammatus</title>
		<link>http://eternos.org/2009/03/02/mammatus/</link>
		<comments>http://eternos.org/2009/03/02/mammatus/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 18:26:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Franquinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[mammatus]]></category>
		<category><![CDATA[nuvens]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eternos.org/?p=780</guid>
		<description><![CDATA[Este Inverno tem sido profícuo em acontecimentos meteorológicos invulgares. Esta tarde tive oportunidade de ver, e fotografar, umas curiosas nuvens mammatus. Aqui fica o registo.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este Inverno tem sido profícuo em acontecimentos meteorológicos invulgares. Esta tarde tive oportunidade de ver, e fotografar, umas curiosas nuvens <em>mammatus</em>. Aqui fica o registo.</p>

<div class="ngg-galleryoverview" id="ngg-gallery-11-780">


	
	<!-- Thumbnails -->
		
	<div id="ngg-image-156" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://eternos.org/wp-content/gallery/mammatus-020309/img_0097.jpg" title=" " class="thickbox" rel="set_11" >
								<img title="img_0097.jpg" alt="img_0097.jpg" src="http://eternos.org/wp-content/gallery/mammatus-020309/thumbs/thumbs_img_0097.jpg" width="100" height="100" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-157" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://eternos.org/wp-content/gallery/mammatus-020309/img_0099.jpg" title=" " class="thickbox" rel="set_11" >
								<img title="img_0099.jpg" alt="img_0099.jpg" src="http://eternos.org/wp-content/gallery/mammatus-020309/thumbs/thumbs_img_0099.jpg" width="100" height="100" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 		
	<div id="ngg-image-158" class="ngg-gallery-thumbnail-box"  >
		<div class="ngg-gallery-thumbnail" >
			<a href="http://eternos.org/wp-content/gallery/mammatus-020309/img_0100.jpg" title=" " class="thickbox" rel="set_11" >
								<img title="img_0100.jpg" alt="img_0100.jpg" src="http://eternos.org/wp-content/gallery/mammatus-020309/thumbs/thumbs_img_0100.jpg" width="100" height="100" />
							</a>
		</div>
	</div>
	
		
 	 	
	<!-- Pagination -->
 	<div class='ngg-clear'></div>
 	
</div>


]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eternos.org/2009/03/02/mammatus/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Apanhado do clima!</title>
		<link>http://eternos.org/2009/02/02/apanhado-do-clima/</link>
		<comments>http://eternos.org/2009/02/02/apanhado-do-clima/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 21:09:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Franquinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geekness]]></category>
		<category><![CDATA[Meteorologia]]></category>
		<category><![CDATA[anemómetro]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[estação meteorológica]]></category>
		<category><![CDATA[pluviómetro]]></category>
		<category><![CDATA[wview]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eternos.org/?p=746</guid>
		<description><![CDATA[Não posso afirmar que o meu interesse pelas questões meteorológicas seja antigo. Há cerca de três anos, no entanto, porventura à custa de umas valentes molhas e, eventualmente, curioso com as transformações climatéricas a que o nosso planeta está sujeito, comecei a dar atenção a esta temática.
Na altura, tempo ainda de vacas gordas, adquiri uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não posso afirmar que o meu interesse pelas questões meteorológicas seja antigo. Há cerca de três anos, no entanto, porventura à custa de umas valentes molhas e, eventualmente, curioso com as transformações climatéricas a que o nosso planeta está sujeito, comecei a dar atenção a esta temática.</p>
<p>Na altura, tempo ainda de vacas gordas, adquiri uma pequena estação meteorológica caseira, com a qual registei, durante alguns meses, as condições do estado do tempo. Infelizmente, alguns desses dados já se perderam, embora outros que fui enviando para o <a href="http://www.wunderground.com/weatherstation/WXDailyHistory.asp?ID=ILEIRIAA2&amp;day=2&amp;year=2006&amp;month=2&amp;graphspan=year">wunderground</a>, ainda perdurem. Com o passar do tempo, o interesse foi esmorecendo até que, com a saída de casa dos meus pais, a estação meteorológica foi totalmente abandonada. O anemómetro e o pluviómetro, lá ficaram, sujeitos à intempérie, sem terem, no entanto, quem lhes recebesse os dados adquiridos com tanto esforço!</p>
<p>Na última semana, rica em instabilidade climática, decidi ir buscar aqueles desgraçados instrumentos, sacudir-lhes o pó de dois anos de esquecimento, e ligá-los aqui em casa.</p>
<p>Após alguma hesitação face à impossibilidade de colocar o anemómetro num local totalmente desimpedido, decidi-me a colocá-lo na varanda, mesmo sabendo que não vou receber leituras correctas em relação aos ventos de Oeste. Assim, com um pouco de bricolage, lá consegui pôr de pé este velho hobbie!</p>
<p>O  primeiro contratempo não tardou em chegar. Os anos de esquecimento pareciam ter deixado o pluviómetro intacto, mas o mesmo não poderia dizer do anemómetro, cujos valores não estavam a chegar à estação base. Damn!</p>
<p>Há na net, algumas histórias relativas à transmissão de valores errados pelo anemómetro desta estação (é uma <a href="http://www.lacrossetechnology.com.au/WS2305.html">LaCrosse WS-2305</a>), mas isso era algo que já me tinha acontecido aquando da primeira instalação. Desta vez o caso era diferente. Nada de valores. Nill. O tempo (quer o horário quer o meteorológico), tinha feito das suas. Sem desanimar, porém, decidi abrir o anemómetro para ver se estava tudo bem no interior. Estaria algum cabo solto? Não &#8211; estava tudo no sítio. Havia no entanto alguma humidade. Agarrei então num secador de cabelo e tentei secar tudo, voltei a fechar e&#8230; Temos um valor! Foi meia vitória, pois é suposto ter dois: a direcção e a intensidade do vento. Só tenho a direcção&#8230;</p>
<p>Dando-me, para já, por contente, passei à fase seguinte &#8211; transmitir os dados da estação para o PC e daí para a net.</p>
<p>Agora vem uma parte (mais) geek, pelo que os não interessados, podem saltar estes parágrafos.</p>
<p>Ora, a estação trazia um software manhoso para windows, que nem me preocupei em procurar. Aqui só corre Linux. Alguma solução teria que haver. Haver, havia&#8230; O problema era a escolha. Sem surpresas, no entanto, a maioria dos programas que experimentei, eram logo abandonados à partida. Alguns, todos bonitinhos, funcionavam logo à primeira, com janelinhas bonitas e tudo, mas que raios, ocupavam demasiado o meu processador e eu não fazia tenções de ter um servidor dedicado a esta coisa! Os outros, poupavam tanto em recursos do sistema como em <em>user friendliness</em>.</p>
<p>Estava quase, quase a desistir, quando encontrei o <a href="http://www.wviewweather.com/">wview</a>. Funcionou à primeira e é poupadinho!</p>
<p>Segui, com um mínimo de alterações, as <a href="http://david.kabal.org/setting-up-wview-on-ubuntu.html">dicas do David Kabal</a>. Só deixei o MySQL de lado pois, para já, não estou interessado e, obviamente, instalei versões mais recentes que as que ele refere no artigo.</p>
<p>Infelizmente, surgiu mais um contratempo. Era suposto o wview fazer automaticamente a transferência dos ficheiros criados (essencialmente html e png) para um servidor ftp, mas por mais voltas que dê, népias, não transfere nada e para dificultar um pouco as coisas, também não apresenta erro nenhum, pelo que se torna complicado descobrir os motivos. Uma pesquisa <a href="http://groups.google.com/group/wview">nos fórums</a>, revela que há mais utilizadores com o mesmo problema mas sem soluções. Alguns resolveram o problema com uma re-instalaçao &#8211; comigo não resultou. Como há várias maneiras de esfolar um gato (é o que dizem!), resolvi o problema com relativa facilidade: limitei-me a criar um cronjob que faz o trabalho. Limpinho.</p>
<p>Depois de algumas marteladas no html &#8211; o aspecto <em><a href="http://www.weather.teel.ws/">default</a></em>, deixa muito a desejar -, lá consegui publicar o <a href="http://eternos.org/mgmeteo/">MGMeteo</a> (e, também, transmitir os dados para <a href="http://www.wunderground.com/weatherstation/WXDailyHistory.asp?ID=IPORTUGA41">aqui</a>). É certo que não haverá muitos interessados no tempo que faz na Marinha Grande, mas a verdade é que descobri nos últimos dias que há muito mais apanhados do clima do que eu supunha!</p>
<p>Dividi os dados da forma que me pareceu fazer mais sentido &#8211; <a href="http://eternos.org/mgmeteo/">actual</a>, <a href="http://eternos.org/mgmeteo/sinopse-diaria/">diário</a>, <a href="http://eternos.org/mgmeteo/sinopse-semanal/">semanal</a>, <a href="http://eternos.org/mgmeteo/sinopse-mensal/">mensal</a> e <a href="http://eternos.org/mgmeteo/sinopse-anual/">anual</a>. Inicialmente, surgiram bastantes falhas. De um momento para o outro, a estação perdia contacto com os sensores exteriores e o wview, não recebendo dados, utilizava os valores <em>default</em>, pelo que me surgiam temperaturas na ordem dos 80°C&#8230; O problema parece ter sido resolvido com uma pequena aproximação da base da estação  aos sensores &#8211; limitei-me a afastá-la o mais que consegui do PC, ganhando pouco mais que um metro&#8230;</p>
<p>Ainda não é um trabalho concluido. Por um lado, o sensor de velocidade do vento poderia dar valores muito interessantes (curiosamente, parece ter despertado algum tempo durante o vendaval de dia 31 de Janeiro!), pelo que preciso tentar descobrir o que se passa. Por outro lado, o termómetro parece apanhar algum sol durante o período das 10h00, o que se traduz numa subida repentina e vertiginosa de temperatura por volta dessa hora, falseando os resultados.</p>
<p>O mais certo, no entanto, é que após a publicação deste post, me esqueça que isto existe durante o próximo par de anos! <img src='http://eternos.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eternos.org/2009/02/02/apanhado-do-clima/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Consumo eficiente?</title>
		<link>http://eternos.org/2008/12/02/consumo-eficiente/</link>
		<comments>http://eternos.org/2008/12/02/consumo-eficiente/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 21:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Franquinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eternos.org/?p=714</guid>
		<description><![CDATA[Passam agora dois anos sobre a nossa mudança para este apartamento. A altura ideal, portanto, para fazermos um balanço dos nossos consumos.
O nosso agregado familiar é composto por duas pessoas e o apartamento em questão é um T3. Quer por motivos ambientais quer económicos, temos tentado apostar numa utilização racional dos nossos recursos. Terá, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passam agora dois anos sobre a nossa mudança para este apartamento. A altura ideal, portanto, para fazermos um balanço dos nossos consumos.<br />
O nosso agregado familiar é composto por duas pessoas e o apartamento em questão é um T3. Quer por motivos ambientais quer económicos, temos tentado apostar numa utilização racional dos nossos recursos. Terá, o nosso esforço, sido suficiente?</p>
<p><strong>Consumo de energia eléctrica</strong></p>
<table style="text-align: center;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="4" width="100%" bordercolor="#000000">
<col width="51"></col>
<col width="51"></col>
<col width="51"></col>
<col width="51"></col>
<col width="51"></col>
<tbody>
<tr>
<td width="20%">
<strong>Indicador</strong>
</td>
<td width="20%">
<strong>Unidade</strong>
</td>
<td width="20%">
<strong>Resultado 2007</strong>
</td>
<td width="20%">
<strong>Resultado 2008</strong>
</td>
<td width="20%">
<strong>Valor de referência</strong>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="20%">
Consumo médio mensal de energia
</td>
<td width="20%">
kWh/mês
</td>
<td width="20%">
301,5
</td>
<td width="20%">
298,3
</td>
<td width="20%">
~352,2
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O cálculo do <em>consumo médio mensal de energia</em> foi efectuado com recurso aos valores presentes nas facturas, referentes às leituras reais do contador. Após a soma anual destes valores, o valor médio mensal foi calculado dividindo o total obtido por doze meses.<br />
O valor obtido representa, assim, a média de energia eléctrica consumida mensalmente em cada um dos anos analisados.<br />
Embora se refira, como valor de referência, o resultado obtido através do <a href="http://www.servicos.edp.pt/download/flash/Simulador.html">site da EDP</a>, julgo não se dever, porém, encará-lo como meta a atingir, uma vez que faltam a este simulador algumas características que o tornem minimamente fiável (como seja, por exemplo, a composição do agregado familiar que, naturalmente, se deveria reflectir no resultado obtido).</p>
<p>A diferença de resultados entre os dois anos em análise, embora não tão significativa como gostaríamos, vem de encontro ao esforço que temos vindo a efectuar no sentido de reduzir o nosso consumo energético.<br />
Nesse sentido, optámos, desde logo, pela aquisição de electrodomésticos cuja classe energética fosse de categoria A.<br />
Infelizmente, por desconhecimento da nossa parte, a generalidade dos nossos candeeiros utilizam lâmpadas de halogéneo, cuja substituição por lâmpadas economizadoras se tem vido a revelar difícil, quer por não estarem disponíveis no mercado em todos os formatos que necessitamos, quer por não ser fácil encontrar as poucas que existem.<br />
Apesar de procurarmos evitar deixar qualquer equipamento em <em>stand by</em>, este será, certamente, um ponto em que ainda podemos melhorar. Temos procurado não deixar os carregadores ligados à corrente após carregar os telemóveis e sempre que possível fazemos o mesmo para qualquer equipamento que não precise manter-se ligado. O equipamento informático, no entanto, fica habitualmente ligado sem necessidade e será um ponto a corrigir se queremos atingir um valor de consumo ideal.</p>
<p>Um indicador aqui não analisado, o <em>valor médio mensal da factura de energia</em>, sofreu uma forte diminuição com a adopção da tarifa bi-horária da EDP e a adopção das horas de vazio para utilização de equipamento eléctrico mais exigente do ponto de vista do consumo.</p>
<p><strong>Consumo de água</strong></p>
<table style="text-align: center;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="4" width="100%" bordercolor="#000000">
<col width="51"></col>
<col width="51"></col>
<col width="51"></col>
<col width="51"></col>
<col width="51"></col>
<tbody>
<tr>
<td width="20%"><strong>Indicador</strong></td>
<td width="20%"><strong>Unidade</strong></td>
<td width="20%"><strong>Resultado 2007</strong></td>
<td width="20%"><strong>Resultado 2008</strong></td>
<td width="20%">
<strong>Valor de referência</strong>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="20%">
Consumo médio mensal de água
</td>
<td width="20%">
m<sup>3</sup>/mês
</td>
<td width="20%">
9,1
</td>
<td width="20%">
9,8
</td>
<td width="20%">
~9,0
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Recorrendo à análise das facturas do consumo de água, obteve-se o <em>consumo médio mensal de água</em>. Através da soma das leituras reais dos vários meses e da sequente divisão por doze meses, obtemos este valor para cada um dos anos analisados.<br />
O valor utilizado como referência, é apresentado no <a href="http://www.epal.pt/Epal/novosim.aspx">site da EPAL</a> apenas em formato gráfico, daí tratar-se de uma aproximação, embora possa ser encarado como uma meta a atingir.</p>
<p>Tanto o aumento que se verificou de 2007 para 2008 como a meta que deveríamos procurar atingir, constituem uma surpresa, pois julgávamos ter vindo a reduzir o nosso consumo para valores ideais, o que não se verifica.<br />
Uma vez que reduzimos a um a número desprezável os banhos de imersão e temos tentado, sempre que possível, evitar lavar a louça na máquina, optando pela lavagem à mão, a subida do consumo, constitui, em certa medida, um factor de frustração.<br />
Haverá, obviamente, espaço para melhorar, seja por redução do fluxo das torneiras e chuveiros quer pela redução de volume das descargas do autoclismo, mas é-nos difícil compreender o acréscimo neste último ano, pois não sabemos onde teremos consumido mais água.</p>
<p>Apesar da nossa preocupação em manter um nível de consumo reduzido, constatamos, através deste exercício, que os nossos esforços não se têm traduzido numa diminuição tão drástica como pretendíamos.<br />
Gostaríamos de encontrar, a nível das instituições, a divulgação de valores de referência que pudessem ser encarados como metas a atingir pois é a única forma de sabermos se o estilo de vida que levamos é, efectivamente, eficiente.<br />
Tentaremos, ainda, olhar para os nossos consumos de uma forma mais racional, analisando o consumo efectuado e não apenas o valor a pagar que, nem sempre parece traduzir a realidade.<br />
Este exercício revela a necessidade de um acompanhamento constante dos valores mensais. Não basta encarar estes indicadores de forma meramente teórica: é necessário definir metas e procurar, mês após mês, chegar cada vez mais perto dos nossos objectivos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eternos.org/2008/12/02/consumo-eficiente/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Qualidade do ar: uma utopia ou talvez não</title>
		<link>http://eternos.org/2008/11/23/qualidade-do-ar-uma-utopia-ou-talvez-nao/</link>
		<comments>http://eternos.org/2008/11/23/qualidade-do-ar-uma-utopia-ou-talvez-nao/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 18:33:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Franquinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Devaneios]]></category>
		<category><![CDATA[Química]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade]]></category>
		<category><![CDATA[ar]]></category>
		<category><![CDATA[atmosfera]]></category>
		<category><![CDATA[gases]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>
		<category><![CDATA[poluição atmosférica]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade do ar]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eternos.org/?p=705</guid>
		<description><![CDATA[
A atmosfera que actualmente envolve o nosso planeta é, simultaneamente, um produto da actividade biológica, e um elemento indispensável para a sobrevivência da vida na Terra tal como a conhecemos. Deste modo, talvez seja algo redutor encará-la como a mera soma dos diversos gases que a constituem. Trata-se de um sistema complexo, cujas características físicas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://flickr.com/photos/mrsikhnet/2069410989/"><img class="aligncenter" title="Amritsar Ploution" src="http://farm3.static.flickr.com/2282/2069410989_37e6d22131.jpg" alt="" width="500" height="336" /></a></p>
<p>A atmosfera que actualmente envolve o nosso planeta é, simultaneamente, um produto da actividade biológica, e um elemento indispensável para a sobrevivência da vida na Terra tal como a conhecemos. Deste modo, talvez seja algo redutor encará-la como a mera soma dos diversos gases que a constituem. Trata-se de um sistema complexo, cujas características físicas e constantes interacções com as restantes esferas planetárias, resultam numa entidade em mutação e auto-regulação permanente.</p>
<p>Apesar de não conhecermos, em detalhe, a composição da atmosfera primordial do nosso planeta, sabemos um pormenor essencial: o ar que hoje respiramos, nem sempre existiu – é, antes, o resultado de uma evolução para a qual contribuiram diversos factores que, pelo que observámos até à data, não se repetiram em qualquer outro ponto do Universo.</p>
<p>A primeira atmosfera, provavelmente constituída por gases demasiado leves (hidrogénio e hélio), não terá resistido muito tempo, dispersando-se para o espaço exterior. A intensa actividade vulcânica no planeta ainda em consolidação, terá libertado novos gases que deram origem a uma nova atmosfera, ainda muito diferente da que conhecemos hoje.</p>
<p>Com uma elevada concentração de vapor de água e de dióxido de carbono, esta atmosfera de segunda geração tinha o potencial necessário para transformar o planeta. Finalmente, quando esta imensa quantidade de vapor de água se condensou dando origem aos oceanos, faltava apenas um pequeno pormenor para que a atmosfera voltasse a sofrer uma transformação radical: o aparecimento da vida.</p>
<p>Algumas das primeiras bactérias terão tido um papel fundamental neste processo de transformação, realizando a fotossíntese e, consequentemente, iniciando a oxigenação da atmosfera. A evolução das primitivas formas de vida e o aparecimento de organismos mais eficientes foi, gradualmente, acelerando o processo, reduzindo progressivamente a quantidade de dióxido de carbono e aumentando a percentagem de oxigénio no ar.</p>
<p>Assim surgiu <em>a nossa atmosfera</em>, uma mistura de gases que, por não ter existido sempre, não devemos tomar como garantida. É esta atmosfera que nos permite sobreviver e dá ao nosso planeta o tom de azul pelo qual o reconhecemos. Cabe-nos estimá-la.</p>
<p>Naturalmente, este processo de mudança não estará terminado: os vulcões continuam a expelir gases e a biosfera constantemente consome e liberta outros gases. Parece, no entanto, ter-se atingido um certo equilíbrio na composição atmosférica, que se mantem praticamente inalterada desde há centenas de milhões de anos. A actividade vulcânica actual é bastante reduzida quando comparada com a do jovem planeta Terra. Por outro lado, nenhum organismo vivo teria a capacidade de introduzir alterações profundas na atmosfera. Excepto o <em>Homo sapiens</em>.</p>
<p>Desde cedo, especialmente após o controlo do fogo, a nossa espécie iniciou um percurso de contaminação do ar que passou, gradualmente, de um problema local (prontamente resolvido com uma mudança de acampamento), para um problema à escala continental (chuvas ácidas e radioactividade &#8211; a que é impossível virar as costas).</p>
<p>Foi um caminho longo, repleto de erros, que percorremos com alguma inconsciência, desde os tempos mais remotos até aos nossos dias quando, finalmente, começamos a tomar consciência das consequências dos nossos actos. É fácil cair na tentação de criticar a demora em tomar medidas, mas esta tomada de consciência e a plena compreensão dos erros cometidos é um primeiro passo necessário para uma mudança de mentalidades e de atitudes.</p>
<p>No fundo, não parecemos ser muito diferentes dos nossos antepassados. Procuramos constantemente o caminho mais fácil. Fosse-nos possível, simplesmente, mudar de planeta quando o ar da Terra se tornasse irrespirável, e julgo que o faríamos. Na impossibilidade de  o fazer, procuramos <em>remediar</em> os nossos erros e não, prontamente, evitá-los.</p>
<p>Temos, agora, plena consciência de que as nossas indústrias, os nossos automóveis e muitos dos produtos que utilizamos diariamente sem pensar duas vezes, afectam, de algum modo, o ar que respiramos.</p>
<p>Os compostos de enxofre, principalmente o dióxido de enxofre (SO<sub>2</sub>), são emitidos em qualquer actividade que implemente a combustão de produtos contendo enxofre, como sejam o petróleo e o carvão. Uma vez que o dióxido de enxofre se converte facilmente em ácido sulfuroso (H<sub>2</sub>SO<sub>3</sub>) ou em ácido sulfúrico (H<sub>2</sub>SO<sub>4</sub>), é o principal responsável pelas chuvas ácidas.</p>
<p>Os diversos compostos de azoto (NO<sub>x</sub>) têm origem em combustões a altas temperaturas, como as frequentemente utilizadas industrialmente, ou nos motores de combustão interna dos veículos automóveis.</p>
<p>Os compostos de carbono lançados para a atmosfera, são gases com um importante efeito de estufa, contribuindo para o aquecimento do planeta.<br />
As concentrações de dióxido de carbono (CO<sub>2</sub>), composto naturalmente presente na composição atmosférica, têm vindo a crescer continuamente ao longo do último século devido à nossa incessante dependência de combustíveis fósseis.<br />
O monóxido de carbono (CO), produto da combustão incompleta de compostos orgânicos é um poluente de elevada toxicidade para os animais que utilizam a hemoglobina para transporte do oxigénio.<br />
Outros compostos orgânicos voláteis são também responsáveis pelo efeito de estufa. O metano (CH<sub>4</sub>) será, provavelmente, o mais preocupante pois o seu efeito de estufa é bastante superior ao do dióxido de carbono.</p>
<p>Outras partículas, de diversas composições e dimensões, são lançadas para a atmosfera, ali se mantendo em suspensão. Com origem em fumos e poeiras emitidos pelo tráfego, pelo sector industrial, pela construção civil ou pela agricultura, muitas destas partículas podem ser inaladas, dando origem a problemas de saúde cuja gravidade dependerá da sua composição.</p>
<p>Os compostos halogenados, de que os CFCs são um exemplo clássico, são industrialmente utilizados como refrigerantes, gases propulsores ou solventes. Após a tomada de consciência da responsabilidade dos clorofluorcarbonetos na redução da camada de ozono, os governos legislaram no sentido de reduzir progressivamente estas emissões. O longo tempo de vida destes produtos, no entanto, resulta num efeito prolongado no tempo, muito para além da data da sua emissão para a atmosfera.</p>
<p>Obviamente, o conhecimento dos efeitos nocivos que estes produtos exercem sobre o ambiente que nos rodeia, afectando tanto o Homem como os restantes seres vivos com quem compartilhamos o planeta, tem levado os diversos governos mundiais a tomar medidas no sentido de reduzir este tipo de emissões. O estabelecimento de valores limite para os diversos tipos de poluentes, a obrigatoriedade de monitorização da qualidade do ar e a disponibilização destes valores ao público foi um importante passo no sentido de nos garantir um ar saudável. Será suficiente?</p>
<p>Os graves efeitos e o longo tempo de vida de muitos destes poluentes fazem-me crer que a legislação ainda é insuficiente. Caso o rumo se mantenha, a redução das emissões apenas adiará o inevitável: a transformação gradual da composição atmosférica e a consequente destabilização bio-físico-climática que isso acarreta.</p>
<p>As alterações à composição atmosférica, por insignificantes que nos pareçam, possivelmente, provocarão sempre resultados inesperados. Sabemos, por exemplo, que em altitudes elevadas, onde a menor pressão atmosférica reduz a concentração de oxigénio disponível, se traduz na ocorrência de diversos sintomas cuja única cura eficaz se resume ao regresso a uma atmosfera saudável. Documentos espanhóis do século XVI, relatam a incapacidade reprodutiva dos colonos europeus nas aldeias dos Andes.</p>
<p>Se enquanto organismos, a poluição atmosférica nos pode provocar diversos tipos de doenças mais ou menos graves, enquanto espécie, o <em>Homo sapiens</em> evoluiu e adaptou-se a esta atmosfera e provavelmente não conseguirá sobreviver noutra. O mesmo acontece com inúmeras outras espécies, cuja sensibilidade a alterações ambientais poderá ser ainda mais drástica que a nossa.</p>
<p>Esgotando todas as possibilidades de mudar de acampamento, fechar os olhos e negar as consequências dos nossos actos, acredito que iremos, finalmente, agir! A procura de energias alternativas, não poluentes é uma realidade que começa a dar os primeiros passos, ainda hesitantes, pois parecemos encará-las ainda como curiosidades e não como necessidades. Dia a dia, porém, confrontados com a gravidade das nossas acções, iremos repensar o nosso modo de vida.</p>
<blockquote><p>A poluição atmosférica causa a morte de pelo 10 mil pessoas, todos os anos, na região de Hong Kong, Macau e sul do continente chinês. São estes os resultados de um estudo divulgado recentemente em Hong Kong e que aponta como principal culpado o agravamento regional da poluição atmosférica. Cerca de 440 mil camas de hospital e 11 milhões de consultas médicas é o balanço do estudo da consultora Civic Exchange. (in <a href="http://www.apea.pt/scid/webAPEA/defaultArticleViewOne.asp?articleID=74&amp;categoryID=740">Associação Portuguesa de Engenharia do Ambiente</a>)</p></blockquote>
<p>As características únicas da atmosfera fazem-nos compreender que nenhum problema ambiental é verdadeiramente local. Temos apenas este planeta e o ar que respiramos é partilhado com todos os seres vivos. Não há fronteiras na atmosfera pelo que é urgente exigir de todos e de cada um de nós, o respeito pelo nosso ar como um bem comum. Como meros inquilinos, chegou a hora de nos comportarmos civilizadamente.</p>
<p>Os fogos naturais, as tempestades e os vulcões continuarão a estar fora do nosso controlo e contribuirão, ocasionalmente, para a degradação da qualidade do ar, mas seria óptimo podermos dizer aos próximos inquilinos que lhes estamos a entregar a atmosfera, tal como a encontrámos quando aqui chegámos. Se possível, ainda em melhor estado. Sairíamos de cena com a consciência bem mais leve e um ar bem mais puro.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://flickr.com/photos/erikayoshida/2964274946/"><img class="aligncenter" title="-to-the-sky-" src="http://farm4.static.flickr.com/3150/2964274946_4556183810.jpg" alt="" width="375" height="500" /></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eternos.org/2008/11/23/qualidade-do-ar-uma-utopia-ou-talvez-nao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Aerogeradores. São assim tão bonitos?</title>
		<link>http://eternos.org/2008/10/07/aerogeradores-sao-assim-tao-bonitos/</link>
		<comments>http://eternos.org/2008/10/07/aerogeradores-sao-assim-tao-bonitos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 21:24:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Franquinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Desabafos]]></category>
		<category><![CDATA[aerogeradores]]></category>
		<category><![CDATA[Montesinho]]></category>
		<category><![CDATA[parque natural]]></category>
		<category><![CDATA[ventoinhas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eternos.org/?p=189</guid>
		<description><![CDATA[Felizmente, nos dias que correm, as energias renováveis são bem recebidas pela população e pelos governos pelo que é natural que se encontrem em franco crescimento. A questão que coloco é: a que custo?
Um dos meus destinos de férias preferido é o Parque Natural de Montesinho ao qual tenho regressado quase anualmente, ao longo dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Felizmente, nos dias que correm, as energias renováveis são bem recebidas pela população e pelos governos pelo que é natural que se encontrem em franco crescimento. A questão que coloco é: <em>a que custo?</em></p>
<p>Um dos meus destinos de férias preferido é o Parque Natural de Montesinho ao qual tenho regressado quase anualmente, ao longo dos últimos 5 ou 6 anos. De ano para ano, uma paisagem que possuía, quando a descobri pela primeira vez, uma indescritível beleza agreste, praticamente intocada por mãos humanas, vem-se transformando num imenso campo de geradores eólicos.</p>

<a href="http://eternos.org/wp-content/gallery/out2008/img_6171.jpg" title="" class="thickbox" rel="singlepic65" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-center" src="http://eternos.org/wp-content/plugins/nextgen-gallery/nggshow.php?pid=65&amp;width=320&amp;height=240&amp;mode=" alt="img_6171.jpg" title="img_6171.jpg" />
</a>

<p>Acredito que o impacto nos ecossistemas seja muito reduzido pois, felizmente, as ventoinhas não poluem. Mas&#8230; E o impacto visual? Até agora, os cumes das montanhas distantes eram os únicos locais a que não chegava a mão do Homem e onde podíamos, mesmo em plena Europa, encontrar a Natureza num estado selvagem. Agora, parece não haver pico que não tenha um aerogerador. Teremos o direito de roubar estas paisagens às gerações futuras?</p>
<p><a href="http://eternos.org/2008/10/07/aerogeradores-sao-assim-tao-bonitos/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
<p>É difícil, com belos spots publicitários, como este da EDP, ver algum mal nesta energia! Os últimos segundos do anúncio, no entanto, demonstram bem aquilo de que falo.</p>
<p>Há uma linha ténue a separar as vantagens e as desvantagens de cada decisão que se toma e é preciso ponderar bem se os ganhos justificam os custos&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eternos.org/2008/10/07/aerogeradores-sao-assim-tao-bonitos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>WTF!</title>
		<link>http://eternos.org/2008/07/31/wtf/</link>
		<comments>http://eternos.org/2008/07/31/wtf/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 20:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Franquinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entomologia]]></category>
		<category><![CDATA[Lepidoptorologia]]></category>
		<category><![CDATA[Video]]></category>
		<category><![CDATA[fail]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[identificação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eternos.org/?p=155</guid>
		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://eternos.org/2008/07/31/wtf/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eternos.org/2008/07/31/wtf/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Breve estudo sobre o lepidóptero Maculinea alcon (Denis &amp; Schiffermüller, 1775)</title>
		<link>http://eternos.org/2008/05/25/breve-estudo-sobre-o-lepidoptero-maculinea-alcon-denis-schiffermuller-1775/</link>
		<comments>http://eternos.org/2008/05/25/breve-estudo-sobre-o-lepidoptero-maculinea-alcon-denis-schiffermuller-1775/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 19:53:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Franquinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[Entomologia]]></category>
		<category><![CDATA[Lepidoptorologia]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade]]></category>
		<category><![CDATA[borboleta]]></category>
		<category><![CDATA[extinção]]></category>
		<category><![CDATA[lycaenidae]]></category>
		<category><![CDATA[maculinea]]></category>
		<category><![CDATA[maculinea alcon]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eternos.org/?p=103</guid>
		<description><![CDATA[A borboleta Maculinea alcon (Denis &#38; Schiffermüller, 1775), é um dos 30 lepidópteros da família Lycaenidae que ocorrem em Portugal. Apesar de uma vasta distribuição, desde a Europa Central e Meridional até à Ásia Central, as suas populações, dispersas, encontram-se em declínio muito acentuado em determinadas áreas.
Tal como acontece com outras espécies do género Maculinea, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A borboleta <em>Maculinea alcon</em> (Denis &amp; Schiffermüller, 1775), é um dos 30 lepidópteros da família Lycaenidae que ocorrem em Portugal. Apesar de uma vasta distribuição, desde a Europa Central e Meridional até à Ásia Central, as suas populações, dispersas, encontram-se em declínio muito acentuado em determinadas áreas.</p>
<p>Tal como acontece com outras espécies do género Maculinea, esta borboleta tem um ciclo de vida tão complexo como curioso. Depois da eclosão dos ovos, a lagarta alimenta-se durante algum tempo da sua planta hospedeira, a <em>Gentiana pneumonanthe</em>. Após esta fase, no entanto, a larva  abandona a planta e é “adoptada” por formigas do género Myrmica, residindo os nove a dez meses seguintes dentro do seu ninho, como parasita.</p>
<p>Embora as larvas de outros licaenídeos consigam protecção dos predadores estabelecendo uma relação de mutualismo com algumas formigas, esta espécie vai mais longe. Através de um engenhoso processo de sedução química, consegue levar as formigas que eventualmente a encontrem, a transportá-la para o seu formigueiro. Uma vez aí, este mimetismo químico leva as formigas a alimentá-las até à fase de crisálida, durante a qual continuarão a ter a protecção da sua “família adoptiva”.</p>
<p>A borboleta adulta emerge do seu casulo, ainda dentro do formigueiro, três a quatro semanas depois de iniciada a fase de pupa. Finalmente desprovido da sua protecção química, o lepidóptero precisa abandonar o formigueiro ou corre o risco de ser atacado pelas formigas. Uma vez ao ar livre, poderá, finalmente, expandir as asas e voar.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-104" title="bb-04" src="http://eternos.org/wp-content/uploads/2008/05/bb-04.jpg" alt="M. alcon" width="500" height="332" /></p>
<p><span id="more-103"></span></p>
<p>A dependência da planta hospedeira, onde são colocados os ovos, por um lado, e das formigas do género Myrmica, por outro, reduz, em muito, os nichos disponíveis para esta espécie. Deste modo, só em turfeiras e matos higrófilos que alberguem estas espécies, poderemos vir a encontrar esta borboleta.</p>
<p>Em Portugal, apenas nalgumas regiões, essencialmente a Norte do Douro subsistem as condições de habitat necessárias à sobrevivência da espécie. Apesar de se conhecerem cerca de uma dezena de populações, é na zona do Alvão/Marão que a <em>M. alcon</em> se encontra melhor representada, pelo que será esta a população com maior possibilidade de sobrevivência a longo prazo.</p>
<p>Entre as ameaças à sobrevivência desta borboleta, devemos destacar, em primeiro lugar, a intervenção humana:</p>
<ul>
<li>se o abandono dos pequenos campos de cultivo, leva, por um lado, à profusão de matos inapropriados para a espécie, noutras áreas, a intensificação da agricultura contribui também para o desaparecimento das turfeiras e, consequentemente, da imprescindível Gentiana;</li>
<li> os fogos florestais, agindo, quer directamente sobre os indivíduos, quer indirectamente sobre as espécies de que depende esta borboleta, são inevitavelmente, um factor de ameaça;</li>
<li> a construção civil, quer seja de urbanizações privadas ou de obras públicas, contribui de forma intensa para a destruição de um habitat, já de si tão frágil;</li>
<li> as actividades turísticas sem regra levam ao distúrbio da espécie, e à destruição dos solos, aumentando, desta forma, a pressão ecológica;</li>
<li> finalmente, a fragmentação das populações e o isolamento, impedindo o fluxo genético da espécie, aumentam também a sua vulnerabilidade.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-105" title="bb-02" src="http://eternos.org/wp-content/uploads/2008/05/bb-02.jpg" alt="" width="340" height="512" /></p>
<p>De acordo com <a href="http://www.zi.ku.dk/personal/drnash/">David Nash</a>, estaremos também perante uma “corrida evolutiva“ entre os  lepidópteros do género Maculinea e as formigas que parasitam. Segundo este autor, as borboletas têm melhores hipóteses de sucesso quando transportadas para formigueiros que não tenham sido parasitados anteriormente. As formigas que tenham caído no engodo uma vez, são mais difíceis de iludir.</p>
<p>Provou-se, também, que a presença de rainhas no formigueiro, é também um dado chave na sobrevivência das larvas enquanto parasitas. Julga-se que na presença de rainhas, o tamanho das lagartas (maiores que as formigas), leva os seus hospedeiros a considerá-las uma ameaça à sua colónia e, consequentemente, a matá-las.</p>
<p>A legislação Europeia, contempla já o género Maculinea entre as espécies a proteger,  impedindo a sua captura ou comércio, protegendo os seus habitats e monitorizando as populações.</p>
<p>Em Portugal, a aplicação da legislação comunitária à realidade nacional, parece não ter acompanhado esta espécie, uma vez que no estudo europeu não são referidas as populações portuguesas. Apesar de tudo, o <a href="http://www.tagis.org/">TAGIS, Centro de Conservação de Borboletas de Portugal</a> tem realizado, no <a href="http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT/Areas+Protegidas/ParquesNaturais/Alvao/">Parque Natural do Alvão</a>, algumas contagens de forma a avaliar a importância desta população.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-106" title="bb-06" src="http://eternos.org/wp-content/uploads/2008/05/bb-06.jpg" alt="" width="340" height="512" /></p>
<p>Torna-se urgente adaptar o conjunto da legislação europeia à realidade nacional.</p>
<p>A pesquisa sobre a biologia e a ecologia desta espécie são outra prioridade. Compreender os mecanismos da relação que se estabelece entre as lagartas e as formigas poderá revelar-se um passo decisivo para a sua protecção.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-107" title="bb-07" src="http://eternos.org/wp-content/uploads/2008/05/bb-07.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p>Apesar de a mais viável população portuguesa se encontrar num Parque Natural, parece inevitável o choque entre a defesa desta espécie e os interesses da população local. A construção de redes viárias ou de quaisquer infraestruturas de elevada área, serão um risco potencial para a <em>Maculinea alcon</em>. Por se tratar de uma borboleta, gozará de alguma simpatia, fruto da sua beleza, mas&#8230; <em>“É apenas um insecto”</em>, e como tal, será fácil imaginar a contestação quando a sua protecção se colocar no caminho do progresso da região.</p>
<p>A solução talvez passe pela informação e formação dos residentes da região. Trata-se de fazer compreender a invulgaridade deste pequeno ser, de tal forma que o desejo de o proteger parta, em primeiro lugar, dos homens e mulheres que partilham o espaço com ele.</p>
<p><strong>Agradecimentos</strong><br />
Pela imediata disponibilidade em partilhar os seus conhecimentos, assim como o material necessário para a realização deste trabalho, gostaria de deixar o meu apreço ao <a href="http://www.lusoborboletas.org/">Dr. Eduardo Marabuto</a>, ao <a href="http://photogracio.wordpress.com/">Sr. Humberto Grácio</a> e ao Sr. João Pedro Cardoso.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-108" title="bb-01" src="http://eternos.org/wp-content/uploads/2008/05/bb-01.jpg" alt="" width="340" height="512" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eternos.org/2008/05/25/breve-estudo-sobre-o-lepidoptero-maculinea-alcon-denis-schiffermuller-1775/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Geologia dos Parques</title>
		<link>http://eternos.org/2008/05/14/a-geologia-dos-parques/</link>
		<comments>http://eternos.org/2008/05/14/a-geologia-dos-parques/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 May 2008 20:40:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Franquinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade]]></category>
		<category><![CDATA[parque natural]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eternos.org/?p=100</guid>
		<description><![CDATA[A análise das várias páginas dos parques naturais revela, na generalidade, uma enorme pobreza de informação de âmbito geológico (e não só!). Dos parques consultados, apenas o Parque Natural Sintra-Cascais apresenta alguma informação geológica relevante.
Embora a geologia destas regiões esteja entre os factores que levaram à criação de vários parques, verificamos que esta não é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A análise das várias <a href="http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT/Areas+Protegidas/ParquesNaturais/?res=1280x1024">páginas dos parques naturais</a> revela, na generalidade, uma enorme pobreza de informação de âmbito geológico (e não só!). Dos parques consultados, apenas o <a href="http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT/Areas+Protegidas/ParquesNaturais/SintraCascais/">Parque Natural Sintra-Cascais</a> apresenta alguma informação geológica relevante.</p>
<p>Embora a geologia destas regiões esteja entre os factores que levaram à criação de vários parques, verificamos que esta não é tida em conta, senão como aspecto de mera curiosidade. Vejamos:</p>
<blockquote><p>“As serras de Aire e Candeeiros são o mais importante repositório das formações calcárias existente em Portugal e esta é a razão primeira da sua classificação (Decreto-Lei nº 118/79, de 4 de Maio) como Parque Natural.”</p></blockquote>
<p>Seria espectável, após esta declaração na <a href="http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT/Areas+Protegidas/ParquesNaturais/SerraAire/">página do PNSAC</a>, encontrar informação detalhada sobre a geologia da região, mas nada de concreto se encontra descrito.</p>
<p>O mesmo sucede com a generalidade das páginas. À excepção de meras curiosidades ou chamadas de atenção para formações geológicas que poderemos encontrar ao longo dos percursos existentes nos parques, nada mais é descrito.</p>
<blockquote><p>“Pontos de interesse: Património geológico (dobras, camadas verticais e falhas nos quartzitos), património arqueológico(&#8230;)”</p></blockquote>
<p>Com esta informação, avançada na página do <a href="http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT/Areas+Protegidas/ParquesNaturais/DouroInternacional/">Parque Natural do Douro Internacional</a> a respeito de um dos seus percursos pedestres, talvez um visitante atento e interessado consiga, de facto, encontrar as referidas formações geológicas, mas não será, infelizmente, na página do Parque, que irá encontrar informação concreta sobre as mesmas&#8230;</p>
<p>Actualmente, em termos de informação de carácter geológico, destacar-se-ía positivamente a página do Parque Natural Sintra-Cascais. No tópico relativo à caracterização física do Parque, um extenso capítulo dedicado à geologia da região, acompanhado de fotografias, esquemas e mapas, poderá certamente satisfazer a curiosidade dos visitantes mais exigentes.</p>
<p>Após uma descrição geral da geologia e da história geológica da região, esta página apresenta uma descrição detalhada de várias formações que se poderão encontrar neste Parque, facilitando deste modo a sua localização no terreno e também a compreensão dos fenómenos que lhes deram origem.</p>
<p>Em termos de conteúdo geológico, o site de um novo Parque poderia utilizar a página do Parque Natural Sintra-Cascais como referência. Ressalvo, no entanto, que relativamente à estrutura e ao grau de acessibilidade desta página, muito poderia ser melhorado, sendo esta uma temática que sai já do âmbito desta análise.</p>
<p style="text-align: right;">(excerto do meu último trabalho de Geologia)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eternos.org/2008/05/14/a-geologia-dos-parques/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Monte de Santa Helena</title>
		<link>http://eternos.org/2008/04/09/monte-de-santa-helena/</link>
		<comments>http://eternos.org/2008/04/09/monte-de-santa-helena/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 06:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Franquinho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade]]></category>
		<category><![CDATA[erupção]]></category>
		<category><![CDATA[santa helena]]></category>
		<category><![CDATA[vulcanismo]]></category>
		<category><![CDATA[vulcão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://eternos.org/?p=90</guid>
		<description><![CDATA[O Monte de Santa Helena e as montanhas vizinhas, inserem-se na Cordilheira Vulcânica  das Cascatas, situada no noroeste dos Estados Unidos. Nesta região, o contacto convergente entre a placa Juan de Fuca, progressivamente sobreposta pela placa Norte Americana, gera uma zona de subducção responsável pelo aparecimento deste grupo de vulcões.

Num âmbito mais global, podemos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Monte de Santa Helena e as montanhas vizinhas, inserem-se na Cordilheira Vulcânica  das Cascatas, situada no noroeste dos Estados Unidos. Nesta região, o contacto convergente entre a placa Juan de Fuca, progressivamente sobreposta pela placa Norte Americana, gera uma zona de subducção responsável pelo aparecimento deste grupo de vulcões.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-91" title="Monte de Santa Helena" src="http://eternos.org/wp-content/uploads/2008/04/msh82_st_helens_spirit_lake_reflection_05-19-82_med.png" alt="Monte de Santa Helena, Maio de 1982" width="495" height="119" /></p>
<p>Num âmbito mais global, podemos incluir esta cadeia vulcânica no Círculo de Fogo do Pacífico, uma extensa área vulcânica que circunda o limite da placa do Pacífico e que inclui mais de 75% dos vulcões existentes no planeta.</p>
<p>Consoante a placa Juan de Fuca mergulha sob a placa continental, quer o calor gerado pela fricção das placas, quer a adição da água presente na placa oceânica, contribuem para facilitar a fusão do material mantélico. A lava assim formada pode variar substancialmente em composição e, consequentemente, em viscosidade, o que se tem vindo a traduzir em distintos episódios eruptivos, como se comprova pelo estudo das camadas que constituem este aparelho vulcânico.</p>
<p><span id="more-90"></span></p>
<p>Quando, em 18 de Maio de 1980, e após uma fase premonitória de cerca de dois meses, caracterizada pela ocorrência de inúmeros tremores de terra e pela deformação da face Norte do cone vulcânico, um sismo de magnitude 5,1 despoletou uma enorme avalanche que sujeitou o magma a uma brusca redução de pressão, deu lugar a uma violenta erupção do tipo explosivo peleano.</p>
<p style="text-align: center;"><p><a href="http://eternos.org/2008/04/09/monte-de-santa-helena/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></p>
<p>Uma lava viscosa, rica em sílica (63,5% de SiO2) &#8211; dacite, e em vapor de água, terá sido a principal responsável por esta erupção. A fraca fluidez deste tipo de magma, possibilita uma grande acumulação de material ao longo e em redor da conduta vulcânica e impede, simultaneamente, uma libertação faseada dos gases presentes no banho magmático, o que contribui para um aumento de pressão.</p>
<p>A entrada de novo magma na câmara, possivelmente mais pobre em sílica, terá finalmente aumentado a pressão ao ponto de desencadear a instabilidade que culminou com esta erupção.</p>
<p>Deste modo, poucos segundos após o sismo ter desencadeado a avalanche, toda a energia acumulada no interior se pode finalmente libertar. Uma violenta escoada piroclástica que deverá ter ultrapassado os 1000 km/h, rapidamente ultrapassou a frente da avalanche, derrubando todas as árvores num raio de 13 km. Mais de 30 km para além do ponto zero, a generalidade das árvores acabou também por perecer, se não pelo impacto directo,  pelo calor intenso que a nuvem ardente transmitiu.</p>
<p>Finalmente, uma pluma eruptiva elevou-se 19 km acima da cratera, lançando tefra na estratosfera e provocando queda de cinza vulcânica em onze Estados.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-92" title="Erupção do Monte de Santa Helena" src="http://eternos.org/wp-content/uploads/2008/04/msh80_msh_eruption_05-18-80_krimmel_80s3-141_bwp.jpg" alt="Erupção do Monte de Santa Helena" /></p>
<p>Após este período de actividade explosiva, o Monte de Santa Helena regressou, em 2004,  a uma fase efusiva, com escoadas lávicas lentas, que sugerem ainda um magma de composição semelhante ao de 1980. Estas escoadas, têm vindo a formar uma doma que, lentamente (mas rapidamente, do ponto de vista geológico), tem vindo a preencher a enorme cratera formada após a erupção explosiva.</p>
<p>Esta alternância de fases explosivas e efusivas, resulta no cone vulcânico característico de um estratovulcão, formado por níveis lávicos intercalados com níveis de tefra e cinza vulcânica libertadas durante as fases explosivas.</p>
<p>Após a erupção de 1980, foram tomadas medidas pelo Congresso Norte Americano, no sentido de monitorizar toda a cordilheira vulcânica, de forma a garantir um eficaz sistema de alertas públicos. Tratando-se, porém, de uma região relativamente isolada, o risco de efeitos primários nas populações, será certamente reduzido quando comparado com outros pontos do globo. A violência e as consequências da erupção de 1980, demonstram, no entanto, que a área afectada pode ir centenas de quilómetros para além da cratera vulcânica.</p>
<p>O impacto económico da devastação florestal, o prejuízo provocado pelas cinzas vulcânicas, quer na qualidade de vida, quer na saúde das populações e, finalmente, as potenciais alterações climáticas provocadas pela presença de cinzas vulcânicas na estratosfera, são consequências que se podem prever, mas que dificilmente se poderão evitar!</p>
<p>Créditos fotográficos: <a href="http://vulcan.wr.usgs.gov/Volcanoes/MSH/Images/MSH80/framework.html">USGS</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://eternos.org/2008/04/09/monte-de-santa-helena/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
