Ambiente


7
Out 08

Aerogeradores. São assim tão bonitos?

Felizmente, nos dias que correm, as energias renováveis são bem recebidas pela população e pelos governos pelo que é natural que se encontrem em franco crescimento. A questão que coloco é: a que custo?

Um dos meus destinos de férias preferido é o Parque Natural de Montesinho ao qual tenho regressado quase anualmente, ao longo dos últimos 5 ou 6 anos. De ano para ano, uma paisagem que possuía, quando a descobri pela primeira vez, uma indescritível beleza agreste, praticamente intocada por mãos humanas, vem-se transformando num imenso campo de geradores eólicos.

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Acredito que o impacto nos ecossistemas seja muito reduzido pois, felizmente, as ventoinhas não poluem. Mas… E o impacto visual? Até agora, os cumes das montanhas distantes eram os únicos locais a que não chegava a mão do Homem e onde podíamos, mesmo em plena Europa, encontrar a Natureza num estado selvagem. Agora, parece não haver pico que não tenha um aerogerador. Teremos o direito de roubar estas paisagens às gerações futuras?

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É difícil, com belos spots publicitários, como este da EDP, ver algum mal nesta energia! Os últimos segundos do anúncio, no entanto, demonstram bem aquilo de que falo.

Há uma linha ténue a separar as vantagens e as desvantagens de cada decisão que se toma e é preciso ponderar bem se os ganhos justificam os custos…


31
Jul 08

WTF!

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25
Mai 08

Breve estudo sobre o lepidóptero Maculinea alcon (Denis & Schiffermüller, 1775)

A borboleta Maculinea alcon (Denis & Schiffermüller, 1775), é um dos 30 lepidópteros da família Lycaenidae que ocorrem em Portugal. Apesar de uma vasta distribuição, desde a Europa Central e Meridional até à Ásia Central, as suas populações, dispersas, encontram-se em declínio muito acentuado em determinadas áreas.

Tal como acontece com outras espécies do género Maculinea, esta borboleta tem um ciclo de vida tão complexo como curioso. Depois da eclosão dos ovos, a lagarta alimenta-se durante algum tempo da sua planta hospedeira, a Gentiana pneumonanthe. Após esta fase, no entanto, a larva abandona a planta e é “adoptada” por formigas do género Myrmica, residindo os nove a dez meses seguintes dentro do seu ninho, como parasita.

Embora as larvas de outros licaenídeos consigam protecção dos predadores estabelecendo uma relação de mutualismo com algumas formigas, esta espécie vai mais longe. Através de um engenhoso processo de sedução química, consegue levar as formigas que eventualmente a encontrem, a transportá-la para o seu formigueiro. Uma vez aí, este mimetismo químico leva as formigas a alimentá-las até à fase de crisálida, durante a qual continuarão a ter a protecção da sua “família adoptiva”.

A borboleta adulta emerge do seu casulo, ainda dentro do formigueiro, três a quatro semanas depois de iniciada a fase de pupa. Finalmente desprovido da sua protecção química, o lepidóptero precisa abandonar o formigueiro ou corre o risco de ser atacado pelas formigas. Uma vez ao ar livre, poderá, finalmente, expandir as asas e voar.

M. alcon

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14
Mai 08

A Geologia dos Parques

A análise das várias páginas dos parques naturais revela, na generalidade, uma enorme pobreza de informação de âmbito geológico (e não só!). Dos parques consultados, apenas o Parque Natural Sintra-Cascais apresenta alguma informação geológica relevante.

Embora a geologia destas regiões esteja entre os factores que levaram à criação de vários parques, verificamos que esta não é tida em conta, senão como aspecto de mera curiosidade. Vejamos:

“As serras de Aire e Candeeiros são o mais importante repositório das formações calcárias existente em Portugal e esta é a razão primeira da sua classificação (Decreto-Lei nº 118/79, de 4 de Maio) como Parque Natural.”

Seria espectável, após esta declaração na página do PNSAC, encontrar informação detalhada sobre a geologia da região, mas nada de concreto se encontra descrito.

O mesmo sucede com a generalidade das páginas. À excepção de meras curiosidades ou chamadas de atenção para formações geológicas que poderemos encontrar ao longo dos percursos existentes nos parques, nada mais é descrito.

“Pontos de interesse: Património geológico (dobras, camadas verticais e falhas nos quartzitos), património arqueológico(…)”

Com esta informação, avançada na página do Parque Natural do Douro Internacional a respeito de um dos seus percursos pedestres, talvez um visitante atento e interessado consiga, de facto, encontrar as referidas formações geológicas, mas não será, infelizmente, na página do Parque, que irá encontrar informação concreta sobre as mesmas…

Actualmente, em termos de informação de carácter geológico, destacar-se-ía positivamente a página do Parque Natural Sintra-Cascais. No tópico relativo à caracterização física do Parque, um extenso capítulo dedicado à geologia da região, acompanhado de fotografias, esquemas e mapas, poderá certamente satisfazer a curiosidade dos visitantes mais exigentes.

Após uma descrição geral da geologia e da história geológica da região, esta página apresenta uma descrição detalhada de várias formações que se poderão encontrar neste Parque, facilitando deste modo a sua localização no terreno e também a compreensão dos fenómenos que lhes deram origem.

Em termos de conteúdo geológico, o site de um novo Parque poderia utilizar a página do Parque Natural Sintra-Cascais como referência. Ressalvo, no entanto, que relativamente à estrutura e ao grau de acessibilidade desta página, muito poderia ser melhorado, sendo esta uma temática que sai já do âmbito desta análise.

(excerto do meu último trabalho de Geologia)


9
Abr 08

Monte de Santa Helena

O Monte de Santa Helena e as montanhas vizinhas, inserem-se na Cordilheira Vulcânica das Cascatas, situada no noroeste dos Estados Unidos. Nesta região, o contacto convergente entre a placa Juan de Fuca, progressivamente sobreposta pela placa Norte Americana, gera uma zona de subducção responsável pelo aparecimento deste grupo de vulcões.

Monte de Santa Helena, Maio de 1982

Num âmbito mais global, podemos incluir esta cadeia vulcânica no Círculo de Fogo do Pacífico, uma extensa área vulcânica que circunda o limite da placa do Pacífico e que inclui mais de 75% dos vulcões existentes no planeta.

Consoante a placa Juan de Fuca mergulha sob a placa continental, quer o calor gerado pela fricção das placas, quer a adição da água presente na placa oceânica, contribuem para facilitar a fusão do material mantélico. A lava assim formada pode variar substancialmente em composição e, consequentemente, em viscosidade, o que se tem vindo a traduzir em distintos episódios eruptivos, como se comprova pelo estudo das camadas que constituem este aparelho vulcânico.

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