Desabafos


14
Jan 09

Viver offline

Às vezes, ponho-me a pensar naquelas pessoas que não têm o hábito de andar à deriva pela net. Pobrezinhos.

Não falo dos velhotes, mas sim dos gajos e gajas da minha idade, trintões, que não conhecem as maravilhas do mundo online.

Depois, a dada altura, invejo-os. Como seria a vida sem msn, blogs, feeds para ler, mails a enviar, twitters, hi5, facebook, wikipédias, flickrs e youtubes?!

Ena, tanto tempo que me ia sobrar ao fim do dia! Tanta coisa útil que poderia fazer com todo este tempo recuperado!

Pessoalmente, sou facilmente viciável – e quem me conhece do tempo do irc, sabe-o bem -, mas, às vezes, dá vontade de largar estes time wasters todos e viver outro estilo de vida: desligar o pc que, coitadinho, bem merece um descanso

Penso em tudo isto! Mas depois passa-me… :)


25
Nov 08

oo que?

Obrigadinho, mas por mim, já chega. Se é preciso passar por isto para conseguir umas borlas, acho que prefiro pagar.


5
Nov 08

Bem sei que é copy & paste…

E acreditem que pensei duas vezes antes de aprovar isto!
Mas não resisti. :D


21
Out 08

Trinta e quatro

Fotografia de Stephan Mosel.


15
Out 08

Pobreza

Sou muito céptico em relação a uma mudança de mentalidade global. Seria necessário que todos puséssemos de parte o nosso egoísmo para que algo se alterasse de forma significativa. Não consigo visualizar um mundo de fraternidade durante as próximas décadas. Estamos, ainda, demasiado preocupados com o nosso umbigo.

É normal.

De certa forma, aprendemos a desconfiar de tudo e de todos.

Olhamos para aqueles que vivem à margem da sociedade como potenciais inimigos.

Como mudar o rumo? Não conheço soluções milagrosas. Faz-nos falta um reset. Um novo começo, sem ideias pré-concebidas, sem memórias e sem história.

Inevitavelmente, o reset dar-se-á. Resta saber se o premir do botão terá origem numa crise financeira, numa pandemia ou na queda de um meteoro. De qualquer maneira, qualquer calamidade que nos coloque a todos no mesmo barco, poderá funcionar como ponto de partida para uma melhor humanidade. (Ou não!)

E até lá?

Até lá, resta-nos não fechar os olhos e não desviar o olhar. É necessário começar por admitir que as situações de pobreza acontecem.

E acontecem, certamente, mais perto do que gostaríamos de admitir. Encarar estes casos próximos como uma realidade é apenas o primeiro passo para que nos afectem. Então, quanto nos sentirmos tocados, estaremos prontos a ajudar.