Bem sei que é copy & paste…
E acreditem que pensei duas vezes antes de aprovar isto!
Mas não resisti. ![]()
E acreditem que pensei duas vezes antes de aprovar isto!
Mas não resisti. ![]()

Fotografia de Stephan Mosel.
Sou muito céptico em relação a uma mudança de mentalidade global. Seria necessário que todos puséssemos de parte o nosso egoísmo para que algo se alterasse de forma significativa. Não consigo visualizar um mundo de fraternidade durante as próximas décadas. Estamos, ainda, demasiado preocupados com o nosso umbigo.
É normal.
De certa forma, aprendemos a desconfiar de tudo e de todos.
Olhamos para aqueles que vivem à margem da sociedade como potenciais inimigos.
Como mudar o rumo? Não conheço soluções milagrosas. Faz-nos falta um reset. Um novo começo, sem ideias pré-concebidas, sem memórias e sem história.
Inevitavelmente, o reset dar-se-á. Resta saber se o premir do botão terá origem numa crise financeira, numa pandemia ou na queda de um meteoro. De qualquer maneira, qualquer calamidade que nos coloque a todos no mesmo barco, poderá funcionar como ponto de partida para uma melhor humanidade. (Ou não!)
E até lá?
Até lá, resta-nos não fechar os olhos e não desviar o olhar. É necessário começar por admitir que as situações de pobreza acontecem.
E acontecem, certamente, mais perto do que gostaríamos de admitir. Encarar estes casos próximos como uma realidade é apenas o primeiro passo para que nos afectem. Então, quanto nos sentirmos tocados, estaremos prontos a ajudar.
O governo chinês insurgiu-se hoje contra a possibilidade de o Prémio Nobel da Paz ser atribuído ao dissidente Hu Jia, afirmando que isso seria «uma grosseira ingerência nos assuntos internos da China».
Hu Jia «cometeu o crime de subversão» e «foi condenado», realçou o porta-voz do Ministério chinês dos Negócios estrangeiros.
«Premiar este tipo de pessoas seria uma grosseira ingerência nos assuntos internos da China» e «contrariaria o propósito do Prémio Nobel», acrescentou.

E não estará a China a cometer uma “grosseira ingerência nos assuntos internos” do Prémio Nobel?
Felizmente, nos dias que correm, as energias renováveis são bem recebidas pela população e pelos governos pelo que é natural que se encontrem em franco crescimento. A questão que coloco é: a que custo?
Um dos meus destinos de férias preferido é o Parque Natural de Montesinho ao qual tenho regressado quase anualmente, ao longo dos últimos 5 ou 6 anos. De ano para ano, uma paisagem que possuía, quando a descobri pela primeira vez, uma indescritível beleza agreste, praticamente intocada por mãos humanas, vem-se transformando num imenso campo de geradores eólicos.
Acredito que o impacto nos ecossistemas seja muito reduzido pois, felizmente, as ventoinhas não poluem. Mas… E o impacto visual? Até agora, os cumes das montanhas distantes eram os únicos locais a que não chegava a mão do Homem e onde podíamos, mesmo em plena Europa, encontrar a Natureza num estado selvagem. Agora, parece não haver pico que não tenha um aerogerador. Teremos o direito de roubar estas paisagens às gerações futuras?
É difícil, com belos spots publicitários, como este da EDP, ver algum mal nesta energia! Os últimos segundos do anúncio, no entanto, demonstram bem aquilo de que falo.
Há uma linha ténue a separar as vantagens e as desvantagens de cada decisão que se toma e é preciso ponderar bem se os ganhos justificam os custos…