Filmes


19
Dez 09

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Não me quero alongar demasiado sobre o espectáculo que é este filme. Parece que estamos, efectivamente, perante um marco na história do cinema.

Louvores (inteiramente merecidos) à parte, não posso deixar de referir um pormenor que, para mim, é demasiado evidente: a história de base deste filme, é basicamente a mesma de Dune (David Lynch, 1984).

Embora isso não lhe retire o mérito de ser um filme inovador e um espectáculo visual deslumbrante, a meu ver, ensombra um pouco o que, de outro modo, seria um sucesso irrepreensível…


17
Mai 09

J. J. Abrams

E, como quem não quer a coisa, o nosso fim de semana foi quase dedicado por inteiro às últimas obras do senhor J. J. Abrams.

O fim da quinta temporada de Lost

Quando esta série nos despertou a atenção, já o enredo ia avançado. Ora, numa obra deste tipo, só há uma solução: ver desde o início ou esquecer que ela existe… Downloads feitos desde o episódio 1 e uns fins de semana dedicados ao visionamento integral das primeiras séries, e em breve tínhamos a história em dia. De então para cá, lá vamos ansiosamente esperando, semana a semana, pelo lançamento de mais um episódio.

Compreendo, obviamente, as críticas que acusam a série de ser demasiado confusa e de não parecer ter um rumo definido. Pessoalmente, sempre tive esperança que os mistérios fossem, aos poucos, sendo explicados. Estava enganado. Temos tido muito poucas explicações para um tão grande acumular de novas interrogações. No entanto, este final de temporada parece provar de uma vez por todas que os argumentistas seguem uma linha de coerência bem estruturada. Restam 17 episódios para o grande final e, se por um lado, nestes dois últimos episódios se levantaram algumas questões (sobre o Jacob e aquele -quem?- que o quer matar, sobre o resultado da explosão, …), também se esclareceram algumas, como a aparente imortalidade (?) de algumas personagens, a antiguidade da ilha e das lutas que por ali têm sido travadas (pelo menos desde o século XVII?).

Tudo isto acabou por comprovar algo em que já matutava há algum tempo. O Lost ultrapassou o Twin Peaks nas minhas preferências televisivas. Esta é A Série.

Star Trek

Este é, à partida, um terreno perigoso. Mexer com a criação de personagens tão enraizadas na cultura sci-fi/geek é um risco enorme. Ora, Abrams safou-se lindamente. Desde os pequenos tiques das personagens aos destaques dados à beleza da USS Enterprise, o rapaz não descurou nada. Obviamente, a presença de Leonard Nimoy foi a cereja no topo do bolo. Pouco mais seria necessário para cativar a legião de fãs desta série. E este é o ponto que nos leva direitinhos ao tópico seguinte.

Fringe

Temos acompanhado a série desde o primeiro episódio e, vê-se bem, é interessante, mas… Tem-lhe faltado algo difícil de definir, mas que, há falta de melhor, chamarei de alma. Ao contrário de Lost, que nos agarra desde os primeiros episódios, faltava a Fringe um fio condutor, uma noção de finalidade que nos fizesse esperar pela semana seguinte com ansiedade. Ora, julgo que finalmente, este 20º episódio nos trouxe esse pedaço em falta…

Desde já, fico contente por se ter fugido ao tema mais que batido das viagens no tempo (presentes tanto em Lost como em Star Trek!), optando-se antes pelo tema bem menos habitual dos universos paralelos. A resolução de algumas questões pendentes desde alguns episódios anteriores e o aparecimento da personagem William Bell (Leonard Nimoy, uma vez mais!), parece estar a dar a esta série um rumo, porventura algo inesperado, mas potencialmente muito, muito interessante.


24
Jul 08

Explicadus est

GUARD #1: You’re using coconuts!
ARTHUR: What?
GUARD #1: You’ve got two empty halves of coconut and you’re bangin’ ‘em together.
ARTHUR: So? We have ridden since the snows of winter covered this land, through the kingdom of Mercea, through–
GUARD #1: Where’d you get the coconut?
ARTHUR: We found them.
GUARD #1: Found them? In Mercea? The coconut’s tropical!
ARTHUR: What do you mean?
GUARD #1: Well, this is a temperate zone.
ARTHUR: The swallow may fly south with the sun or the house martin or the plumber may seek warmer climes in winter yet these are not strangers to our land.
GUARD #1: Are you suggesting coconuts migrate?
ARTHUR: Not at all, they could be carried.
GUARD #1: What — a swallow carrying a coconut?
ARTHUR: It could grip it by the husk!
GUARD #1: It’s not a question of where he grips it! It’s a simple question of weight ratios! A five ounce bird could not carry a 1 pound coconut.
ARTHUR: Well, it doesn’t matter. Will you go and tell your master that Arthur from the Court of Camelot is here.
GUARD #1: Listen, in order to maintain air-speed velocity, a swallow needs to beat its wings 43 times every second, right?
ARTHUR: Please!
GUARD #1: Am I right?
ARTHUR: I’m not interested!
GUARD #2: It could be carried by an African swallow!
GUARD #1: Oh, yeah, an African swallow maybe, but not a European swallow, that’s my point.
GUARD #2: Oh, yeah, I agree with that…
ARTHUR: Will you ask your master if he wants to join my court at Camelot?!
GUARD #1: But then of course African swallows are not migratory.
GUARD #2: Oh, yeah…
GUARD #1: So they couldn’t bring a coconut back anyway…
[clop clop]
GUARD #2: Wait a minute — supposing two swallows carried it together?
GUARD #1: No, they’d have to have it on a line.
GUARD #2: Well, simple! They’d just use a standard creeper!
GUARD #1: What, held under the dorsal guiding feathers?
GUARD #2: Well, why not?


18
Jul 08

Stardust vs Stardust

versus

É mais que sabido que as adaptações cinematográficas ficam, geralmente, àquem das obras literárias que lhes servem de inspiração. Tratam-se de artes diferentes, dirigidas a diferentes públicos, e como tal, não deveremos estranhar os resultados destas adaptações.

Comecei a ler Stardust ainda antes da versão de Hollywood estrear na tela, mas acabei por ver o filme antes de terminar o livro. Não me surpreenderam a supressão de personagens, o desenvolvimento de outras ou os pontapés na história de modo a torná-a mais simples. É isso que os frequentadores do cinema esperam encontrar – um entretenimento de hora e meia que depois possam esquecer.

Uma alteração, porém, foi de tal modo radical e é tão representativa das diferenças entre o cinema e a obra literária que não poderia deixar de a assinalar.

Trata-se do final da história. O grande clímax (ou a falta dele).

Seguem-se spoilers. Continue a ler por sua conta e risco.

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22
Abr 08

Blade Runner: The Final Cut

YouTube Preview Image

Se há filmes pelos quais vale a pena esperar 25 anos, este será, certamente, um deles! Sob o meu ponto de vista, há dois pioneiros na ficção científica cinematográfica: o 2001 (ver alguns posts atrás) e o Blade Runner. Não há outros filmes que nos consigam dar um vislumbre do futuro como estes o fizeram!

O “Final Cut” estreia esta 5ª feira. :)