Aerogeradores. São assim tão bonitos?

Felizmente, nos dias que correm, as energias renováveis são bem recebidas pela população e pelos governos pelo que é natural que se encontrem em franco crescimento. A questão que coloco é: a que custo?

Um dos meus destinos de férias preferido é o Parque Natural de Montesinho ao qual tenho regressado quase anualmente, ao longo dos últimos 5 ou 6 anos. De ano para ano, uma paisagem que possuía, quando a descobri pela primeira vez, uma indescritível beleza agreste, praticamente intocada por mãos humanas, vem-se transformando num imenso campo de geradores eólicos.

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Acredito que o impacto nos ecossistemas seja muito reduzido pois, felizmente, as ventoinhas não poluem. Mas… E o impacto visual? Até agora, os cumes das montanhas distantes eram os únicos locais a que não chegava a mão do Homem e onde podíamos, mesmo em plena Europa, encontrar a Natureza num estado selvagem. Agora, parece não haver pico que não tenha um aerogerador. Teremos o direito de roubar estas paisagens às gerações futuras?

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É difícil, com belos spots publicitários, como este da EDP, ver algum mal nesta energia! Os últimos segundos do anúncio, no entanto, demonstram bem aquilo de que falo.

Há uma linha ténue a separar as vantagens e as desvantagens de cada decisão que se toma e é preciso ponderar bem se os ganhos justificam os custos…