Posts Tagged: Ambiente


5
Abr 10

O contributo da Educação Ambiental para a inovação social

Em 1975, na sequência do workshop sobre Educação Ambiental a decorrer em Belgrado, é elaborada a Carta de Belgrado sobre a Educação Ambiental. Este documento reconhece a necessidade de instituir uma nova ética universal que, à luz duma nova reflexão sobre as relações do ser humano com o seu semelhante e com a Natureza, inspire um novo ideal, baseado numa repartição equitativa das reservas, colocando a melhoria da qualidade de vida das populações acima dos interesses económicos.

Este novo olhar sobre as relações do Homem com a Natureza e com o seu semelhante, reflecte a necessidade de uma educação para o desenvolvimento sustentável, defendido no relatório O Nosso Futuro Comum, de Gro Brundtland:

“O Futuro dos nossos filhos depende da nossa capacidade de aprendermos a viver em harmonia com a Natureza e com os outros. Desenvolvimento equilibrado quer dizer que não podemos continuar a satisfazer as nossas próprias necessidades à custa das gerações futuras.”

Por forma a atingir os seus objectivos, porém, a Educação Ambiental precisa transmitir mais que um mero conhecimento científico sobre o Ambiente: é necessário motivar e fomentar um sentido de participação cívica que desencadeie a vontade de trabalhar individual ou colectivamente por forma a resolver os problemas ambientais do presente e evitar os do futuro. Estamos, assim, no domínio da educação cívica.

Efectivamente, os objectivos da Educação Ambiental, só poderão ser atingidos através de uma abordagem interdisciplinar. É necessário transmitir a noção de que o Ambiente está presente em todas as facetas da sociedade. A nível da educação formal, essa ideia deverá ser transmitida recorrendo a todo o currículo académico, não restringindo a Educação Ambiental às disciplinas de teor científico.

Chegará o momento em que uma nova geração, acompanhada pela Educação Ambiental desde a infância, irá gerir o Planeta de acordo com o Princípio da Sustentabilidade. Não se tratará, então, de uma imposição de um governo ou da pressão de um grupo. A gestão sustentável dos recursos surgirá naturalmente, fruto de anos de Educação Ambiental, assim como a gestão economicista que hoje nos rege, surgiu de uma educação que sugeria a ideia de que a riqueza material traria a felicidade e resolveria todos os problemas do Mundo…

Os primeiros passos já foram dados e os resultados desta Educação começam a surgir de forma discreta mas segura – a crescente adesão da população às associações de defesa do ambiente e a tomada de consciência de que um ambiente saudável é um direito de todos e de cada um, pelo qual se deve lutar, são disso exemplo.

Outros sinais, porventura não tão mediáticos mas não menos importantes, são bem notórios e esclarecedores do percurso que, pouco a pouco, agora se inicia.

A separação e reciclagem de resíduos domésticos, é hoje uma realidade que seria impensável há alguns anos. O principal obstáculo a ultrapassar não foi material ou tecnológico! A dificuldade foi convencer a população que os actos individuais têm uma importância global. Substituir o típico pensamento “o que posso eu fazer sozinho para mudar as coisas?” pela ideia de que cada um de nós pode contribuir individualmente para um ambiente melhor terá sido, porventura, uma das primeiras grandes vitórias da Educação Ambiental.

Curiosamente, o caso da separação e reciclagem, permite-nos ainda observar a evolução da Educação Ambiental e do seu impacto nas diferentes gerações. Neste caso em particular, é notório um maior sentimento de dever nas gerações mais novas, precisamente aquelas que foram educadas nesse sentido desde cedo.

Outras iniciativas, de que é exemplo a recente Limpar Portugal, revelam outra vertente e demonstram de forma clara, outro resultado da Educação Ambiental. Uma participação cívica deste género é inovadora no sentido em que demonstra como os cidadãos começam a compreender, finalmente, que são também responsáveis pelo Ambiente e que podem zelar por ele em conjunto, independentemente das acções do Estado.

São apenas dois exemplos que revelam os primeiros sinais de resultados efectivos da Educação Ambiental. No futuro, estes dever-se-ão multiplicar, alterando profundamente a sociedade em que vivemos. Aos poucos, o Homem tomará consciência de que a sua felicidade não é conquistada pela riqueza material, mas sim pela riqueza natural que o envolve. Passo a passo, a Educação Ambiental revelará a necessidade de fraternidade entre os povos – na realidade, o desenvolvimento sustentável assim o exige e a Educação Ambiental é o método de o conseguir.

Na luta pela sobrevivência do Ambiente, a Educação Ambiental está a tentar algo que inúmeras religiões e impérios tentaram ao longo de milénios sem sucesso: unir os povos da Terra na preservação de um interesse comum, conquistando, pelo caminho, a paz, o progresso e o bem-estar de todos.

Oxalá consiga.


2
Abr 10

RenovaGreen

“O nosso objectivo não é ganhar dinheiro, devemos isto aos cidadãos.”
Paulo Pereira da Silva, presidente do grupo Almonda SGPS

A Renova Fábrica de Papel do Almonda, SA, é uma empresas portuguesas que, apostando numa estratégia de ecodesign, adoptou uma rotulagem ecológica, criando para o efeito uma gama específica de produtos: RenovaGreen. Nestes produtos se incluem: papel higiénico, rolos de papel de cozinha, guardanapos e lenços de bolso.
Apesar do ciclo de vida destes diferentes produtos ser muito semelhante, define-se como unidade funcional da presente análise, uma embalagem de rolos de papel de cozinha.

diagrama

O ciclo de vida deste produto, esquematicamente representado no diagrama geral de fluxos, inicia-se com a aquisição da matéria prima: o papel usado. De acordo com a informação prestada por esta empresa, os produtos desta gama são fabricados unicamente a partir de pasta de papel reciclado, produzida localmente nas unidades fabris da companhia:

Não abatemos árvores nem consumimos pasta proveniente de uma gestão sustentada da floresta. A única floresta que gerimos é a “floresta urbana”: os escritórios e as casas de onde provém o papel já usado.

Obviamente, a aquisição e transporte deste papel usado, implicam um consumo de energia (combustíveis fósseis) e a inevitável libertação de resíduos para o meio (emissões atmosféricas).

O processo de manufactura, inicia-se com a recepção e armazenamento desta matéria prima e a subsequente transformação em pasta de papel. Durante este processo é necessário o consumo de água e, uma vez mais, de energia (electricidade). A empresa tem procurado reduzir estes consumos, reaproveitando sempre que possível, a água anteriormente utilizada. Não são utilizados, durante este processo, produtos intermédios que contenham substâncias consideradas perigosas: corantes, tintas, perfumes ou cloro.
As saídas finais deste subsistema, incluem a pasta de papel, e resíduos líquidos (lançados no rio Almonda após tratamento) e gasosos (lançados na atmosfera).

O subsistema seguinte é mais uma das etapas do processo de manufactura e consiste, neste caso, na transformação da pasta de papel em rolos de cozinha. Durante este processo, uma vez mais, existe consumo de energia eléctrica e libertação de resíduos para o ambiente.

Para o processo de embalagem do produto são utilizados materiais igualmente reciclados e fabricados em unidades localizadas num raio de 400 km, de forma a minimizar o combustível consumido durante o seu transporte.

Após a fase de utilização, a embalagem poderá dar entrada num sistema de reciclagem, enquanto o destino final do produto (papel de cozinha usado) será a incineração ou a deposição em aterro (efluentes gasosos e resíduos sólidos, respectivamente).

Os principais competidores da Renova são multinacionais de grandes dimensões. A consciência da sua pequena dimensão face à concorrência, leva esta empresa a apostar em produtos inovadores, entre os quais se encontram os da gama RenovaGreen.

A atribuição do Rótulo Ecológico Europeu funciona, deste modo, como marca distintiva face aos produtos da concorrência. Os consumidores, cada vez mais preocupados com as políticas ambientais das empresas, recorrem à rotulagem ecológica como forma de selecção dos produtos amigos do ambiente. Desta forma, a Renova procura alcançar um nicho comercial que, mesmo não sendo muito significativo na actualidade, tem franca tendência a aumentar exponencialmente durante os próximos anos.

A análise de ciclo de vida envolvida no ecodesign do produto, implica, por outro lado, uma atenção redobrada ao consumo de energia e materiais e à produção de resíduos o que, por si só, poderá significar uma redução dos custos de produção face aos produtos que não sejam sujeitos a este tipo de estudo.

A opção pela utilização de matéria prima integralmente reciclada e a não utilização de substâncias perigosas durante a fase de manufactura, porém, resultam num custo acrescido face à produção tradicional. O passo lógico, e quase inevitável de acordo com o modelo económico, seria a empresa lançar estes produtos no mercado com um custo mais elevado relativamente a produtos semelhantes produzidos segundo os métodos tradicionais. A Renova, surpreendentemente, não o fez. De acordo com Pereira da Silva, presidente do grupo, “os RenovaGreen não serão mais caros, indo competir com os outros produtos menos amigos do ambiente”.

Embora esta afirmação seja complementada com a frase que inicia este trabalho, numa clara referência à dívida ambiental que a empresa acumulou durante anos de actividade, trata-se, no fundo, de uma elaborada estratégia de marketing. O rótulo ecológico poderá não resultar em dividendos económicos imediatos mas é uma clara aposta no futuro.

Enquanto consumidor, toda a gama de produtos RenovaGreen se apresenta bastante atractiva.
Do ponto de vista ambiental, sabemos que o consumo destes produtos está a contribuir para a preservação das florestas e que há um cuidado acrescido na tentativa de diminuição da produção de resíduos.

Com preços similares aos produtos da concorrência, não faz sentido escolher outra solução: estas, na generalidade, não só não apresentam o rótulo ecológico, desconhecendo-se, portanto, o seu processo de fabrico, como têm origens extranacionais, aumentando a distância do transporte e, consequentemente os níveis de emissões atmosféricas.


23
Nov 08

Qualidade do ar: uma utopia ou talvez não

A atmosfera que actualmente envolve o nosso planeta é, simultaneamente, um produto da actividade biológica, e um elemento indispensável para a sobrevivência da vida na Terra tal como a conhecemos. Deste modo, talvez seja algo redutor encará-la como a mera soma dos diversos gases que a constituem. Trata-se de um sistema complexo, cujas características físicas e constantes interacções com as restantes esferas planetárias, resultam numa entidade em mutação e auto-regulação permanente.

Apesar de não conhecermos, em detalhe, a composição da atmosfera primordial do nosso planeta, sabemos um pormenor essencial: o ar que hoje respiramos, nem sempre existiu – é, antes, o resultado de uma evolução para a qual contribuiram diversos factores que, pelo que observámos até à data, não se repetiram em qualquer outro ponto do Universo.

A primeira atmosfera, provavelmente constituída por gases demasiado leves (hidrogénio e hélio), não terá resistido muito tempo, dispersando-se para o espaço exterior. A intensa actividade vulcânica no planeta ainda em consolidação, terá libertado novos gases que deram origem a uma nova atmosfera, ainda muito diferente da que conhecemos hoje.

Com uma elevada concentração de vapor de água e de dióxido de carbono, esta atmosfera de segunda geração tinha o potencial necessário para transformar o planeta. Finalmente, quando esta imensa quantidade de vapor de água se condensou dando origem aos oceanos, faltava apenas um pequeno pormenor para que a atmosfera voltasse a sofrer uma transformação radical: o aparecimento da vida.

Algumas das primeiras bactérias terão tido um papel fundamental neste processo de transformação, realizando a fotossíntese e, consequentemente, iniciando a oxigenação da atmosfera. A evolução das primitivas formas de vida e o aparecimento de organismos mais eficientes foi, gradualmente, acelerando o processo, reduzindo progressivamente a quantidade de dióxido de carbono e aumentando a percentagem de oxigénio no ar.

Assim surgiu a nossa atmosfera, uma mistura de gases que, por não ter existido sempre, não devemos tomar como garantida. É esta atmosfera que nos permite sobreviver e dá ao nosso planeta o tom de azul pelo qual o reconhecemos. Cabe-nos estimá-la.

Naturalmente, este processo de mudança não estará terminado: os vulcões continuam a expelir gases e a biosfera constantemente consome e liberta outros gases. Parece, no entanto, ter-se atingido um certo equilíbrio na composição atmosférica, que se mantem praticamente inalterada desde há centenas de milhões de anos. A actividade vulcânica actual é bastante reduzida quando comparada com a do jovem planeta Terra. Por outro lado, nenhum organismo vivo teria a capacidade de introduzir alterações profundas na atmosfera. Excepto o Homo sapiens.

Desde cedo, especialmente após o controlo do fogo, a nossa espécie iniciou um percurso de contaminação do ar que passou, gradualmente, de um problema local (prontamente resolvido com uma mudança de acampamento), para um problema à escala continental (chuvas ácidas e radioactividade – a que é impossível virar as costas).

Foi um caminho longo, repleto de erros, que percorremos com alguma inconsciência, desde os tempos mais remotos até aos nossos dias quando, finalmente, começamos a tomar consciência das consequências dos nossos actos. É fácil cair na tentação de criticar a demora em tomar medidas, mas esta tomada de consciência e a plena compreensão dos erros cometidos é um primeiro passo necessário para uma mudança de mentalidades e de atitudes.

No fundo, não parecemos ser muito diferentes dos nossos antepassados. Procuramos constantemente o caminho mais fácil. Fosse-nos possível, simplesmente, mudar de planeta quando o ar da Terra se tornasse irrespirável, e julgo que o faríamos. Na impossibilidade de o fazer, procuramos remediar os nossos erros e não, prontamente, evitá-los.

Temos, agora, plena consciência de que as nossas indústrias, os nossos automóveis e muitos dos produtos que utilizamos diariamente sem pensar duas vezes, afectam, de algum modo, o ar que respiramos.

Os compostos de enxofre, principalmente o dióxido de enxofre (SO2), são emitidos em qualquer actividade que implemente a combustão de produtos contendo enxofre, como sejam o petróleo e o carvão. Uma vez que o dióxido de enxofre se converte facilmente em ácido sulfuroso (H2SO3) ou em ácido sulfúrico (H2SO4), é o principal responsável pelas chuvas ácidas.

Os diversos compostos de azoto (NOx) têm origem em combustões a altas temperaturas, como as frequentemente utilizadas industrialmente, ou nos motores de combustão interna dos veículos automóveis.

Os compostos de carbono lançados para a atmosfera, são gases com um importante efeito de estufa, contribuindo para o aquecimento do planeta.
As concentrações de dióxido de carbono (CO2), composto naturalmente presente na composição atmosférica, têm vindo a crescer continuamente ao longo do último século devido à nossa incessante dependência de combustíveis fósseis.
O monóxido de carbono (CO), produto da combustão incompleta de compostos orgânicos é um poluente de elevada toxicidade para os animais que utilizam a hemoglobina para transporte do oxigénio.
Outros compostos orgânicos voláteis são também responsáveis pelo efeito de estufa. O metano (CH4) será, provavelmente, o mais preocupante pois o seu efeito de estufa é bastante superior ao do dióxido de carbono.

Outras partículas, de diversas composições e dimensões, são lançadas para a atmosfera, ali se mantendo em suspensão. Com origem em fumos e poeiras emitidos pelo tráfego, pelo sector industrial, pela construção civil ou pela agricultura, muitas destas partículas podem ser inaladas, dando origem a problemas de saúde cuja gravidade dependerá da sua composição.

Os compostos halogenados, de que os CFCs são um exemplo clássico, são industrialmente utilizados como refrigerantes, gases propulsores ou solventes. Após a tomada de consciência da responsabilidade dos clorofluorcarbonetos na redução da camada de ozono, os governos legislaram no sentido de reduzir progressivamente estas emissões. O longo tempo de vida destes produtos, no entanto, resulta num efeito prolongado no tempo, muito para além da data da sua emissão para a atmosfera.

Obviamente, o conhecimento dos efeitos nocivos que estes produtos exercem sobre o ambiente que nos rodeia, afectando tanto o Homem como os restantes seres vivos com quem compartilhamos o planeta, tem levado os diversos governos mundiais a tomar medidas no sentido de reduzir este tipo de emissões. O estabelecimento de valores limite para os diversos tipos de poluentes, a obrigatoriedade de monitorização da qualidade do ar e a disponibilização destes valores ao público foi um importante passo no sentido de nos garantir um ar saudável. Será suficiente?

Os graves efeitos e o longo tempo de vida de muitos destes poluentes fazem-me crer que a legislação ainda é insuficiente. Caso o rumo se mantenha, a redução das emissões apenas adiará o inevitável: a transformação gradual da composição atmosférica e a consequente destabilização bio-físico-climática que isso acarreta.

As alterações à composição atmosférica, por insignificantes que nos pareçam, possivelmente, provocarão sempre resultados inesperados. Sabemos, por exemplo, que em altitudes elevadas, onde a menor pressão atmosférica reduz a concentração de oxigénio disponível, se traduz na ocorrência de diversos sintomas cuja única cura eficaz se resume ao regresso a uma atmosfera saudável. Documentos espanhóis do século XVI, relatam a incapacidade reprodutiva dos colonos europeus nas aldeias dos Andes.

Se enquanto organismos, a poluição atmosférica nos pode provocar diversos tipos de doenças mais ou menos graves, enquanto espécie, o Homo sapiens evoluiu e adaptou-se a esta atmosfera e provavelmente não conseguirá sobreviver noutra. O mesmo acontece com inúmeras outras espécies, cuja sensibilidade a alterações ambientais poderá ser ainda mais drástica que a nossa.

Esgotando todas as possibilidades de mudar de acampamento, fechar os olhos e negar as consequências dos nossos actos, acredito que iremos, finalmente, agir! A procura de energias alternativas, não poluentes é uma realidade que começa a dar os primeiros passos, ainda hesitantes, pois parecemos encará-las ainda como curiosidades e não como necessidades. Dia a dia, porém, confrontados com a gravidade das nossas acções, iremos repensar o nosso modo de vida.

A poluição atmosférica causa a morte de pelo 10 mil pessoas, todos os anos, na região de Hong Kong, Macau e sul do continente chinês. São estes os resultados de um estudo divulgado recentemente em Hong Kong e que aponta como principal culpado o agravamento regional da poluição atmosférica. Cerca de 440 mil camas de hospital e 11 milhões de consultas médicas é o balanço do estudo da consultora Civic Exchange. (in Associação Portuguesa de Engenharia do Ambiente)

As características únicas da atmosfera fazem-nos compreender que nenhum problema ambiental é verdadeiramente local. Temos apenas este planeta e o ar que respiramos é partilhado com todos os seres vivos. Não há fronteiras na atmosfera pelo que é urgente exigir de todos e de cada um de nós, o respeito pelo nosso ar como um bem comum. Como meros inquilinos, chegou a hora de nos comportarmos civilizadamente.

Os fogos naturais, as tempestades e os vulcões continuarão a estar fora do nosso controlo e contribuirão, ocasionalmente, para a degradação da qualidade do ar, mas seria óptimo podermos dizer aos próximos inquilinos que lhes estamos a entregar a atmosfera, tal como a encontrámos quando aqui chegámos. Se possível, ainda em melhor estado. Sairíamos de cena com a consciência bem mais leve e um ar bem mais puro.


14
Nov 07

Tua, rio em risco: paisagem ou barragem?

A todos os fotógrafos e demais interessados,

A admirável paisagem do rio Tua, afluente do Douro, sua flora, fauna, famosa ferrovia, estão ameaçados de desaparecimento com a construção de uma barragem. Património natural e cultural lesado também por outras barragens propostas: no Parque Nacional da Peneda-Gerês, Parque Natural de Montesinho, Rio Sabor, Rio Maçã (de grande beleza), Alto Coa (como o Tua também com gargantas de grande interesse paisagístico, geológico e ambiental, conservadas em países como a França ou Marrocos), Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, Almourol, etc.

Tem até amanhã 3ª Feira 13 para enviar a sua opinião por escrito para o INAG, para o que pode usar o documento FICHA DE PARTICIPAÇÃO.doc a descarregar aqui: http://www.inag.pt/inag2004/port/diversos/temporario/seguranca/Seguranca.html onde pode também obter mais informação sobre o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico.

Abaixo junto 2 fotos do Tua, que tenho visitado, e um texto em que explico o que seria destruído pela barragem, que pode ser construída noutros locais menos valiosos que não faltam num país tão acidentado orograficamente.
Se lá fôr fotografar, não no Inverno ou Verão dada a temperatura, vá acompanhado e leve água e telemóveis. É proibido andar sobre a linha do comboio.

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15
Out 07

Não pelo ambiente, mas por nós

…E pelos nossos filhos!

  1. Conduzir menos!
    Substitui o carro pela bicicleta. Anda à boleia ou a pé! Cada 10 km são menos 3 kg de CO2
  2. Reciclar mais!
    Se reciclares metade do lixo que produzes, deixas de emitir cerca de uma tonelada de CO2 por ano, acredites ou não.
  3. Plantar uma árvore…
    Uma, apenas uma. Consumirá uma tonelada de CO2 ao longo do seu período de vida.
  4. Substituir as lâmpadas
    Trocando as ultrapassadas lâmpadas incandescentes por fluorescentes (económicas), estarás a reduzir as emissões de CO2 em 400 kg por ano
  5. Menos sacos
    No supermercado, opta por utilizar os sacos recicláveis, ou tenta aproveitar cada um deles ao máximo (nada de colocar um produto em cada saco!).
  6. Ar condicionado
    Ajusta-o para menos 2ºC no Inverno e mais 2ºC no Verão e estarás a reduzir cerca de 900 kg de CO2 por ano.
  7. Não imprimir
    Ler no monitor é uma questão de hábito. As árvores agradecem.
  8. Chuveiro
    Os banhos de imersão pertencem ao passado.
  9. Electrodomésticos
    Opta por adquirir os modelos mais eficientes. Desliga-os quando não são utilizados.
  10. Divulga!
    Por casa pessoa que conseguires convencer, estás a multiplicar os valores!

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