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A Geologia dos Parques

Enviado para Geologia, Internet, Universidade em 14 de Maio de 2008 por Carlos Franquinho / Sem comentários »

A análise das várias páginas dos parques naturais revela, na generalidade, uma enorme pobreza de informação de âmbito geológico (e não só!). Dos parques consultados, apenas o Parque Natural Sintra-Cascais apresenta alguma informação geológica relevante.

Embora a geologia destas regiões esteja entre os factores que levaram à criação de vários parques, verificamos que esta não é tida em conta, senão como aspecto de mera curiosidade. Vejamos:

“As serras de Aire e Candeeiros são o mais importante repositório das formações calcárias existente em Portugal e esta é a razão primeira da sua classificação (Decreto-Lei nº 118/79, de 4 de Maio) como Parque Natural.”

Seria espectável, após esta declaração na página do PNSAC, encontrar informação detalhada sobre a geologia da região, mas nada de concreto se encontra descrito.

O mesmo sucede com a generalidade das páginas. À excepção de meras curiosidades ou chamadas de atenção para formações geológicas que poderemos encontrar ao longo dos percursos existentes nos parques, nada mais é descrito.

“Pontos de interesse: Património geológico (dobras, camadas verticais e falhas nos quartzitos), património arqueológico(…)”

Com esta informação, avançada na página do Parque Natural do Douro Internacional a respeito de um dos seus percursos pedestres, talvez um visitante atento e interessado consiga, de facto, encontrar as referidas formações geológicas, mas não será, infelizmente, na página do Parque, que irá encontrar informação concreta sobre as mesmas…

Actualmente, em termos de informação de carácter geológico, destacar-se-ía positivamente a página do Parque Natural Sintra-Cascais. No tópico relativo à caracterização física do Parque, um extenso capítulo dedicado à geologia da região, acompanhado de fotografias, esquemas e mapas, poderá certamente satisfazer a curiosidade dos visitantes mais exigentes.

Após uma descrição geral da geologia e da história geológica da região, esta página apresenta uma descrição detalhada de várias formações que se poderão encontrar neste Parque, facilitando deste modo a sua localização no terreno e também a compreensão dos fenómenos que lhes deram origem.

Em termos de conteúdo geológico, o site de um novo Parque poderia utilizar a página do Parque Natural Sintra-Cascais como referência. Ressalvo, no entanto, que relativamente à estrutura e ao grau de acessibilidade desta página, muito poderia ser melhorado, sendo esta uma temática que sai já do âmbito desta análise.

(excerto do meu último trabalho de Geologia)

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Granitos e calcários de Portugal

Enviado para Fotografia, Geologia, Universidade em 8 de Janeiro de 2008 por Carlos Franquinho / 1 comentário »

Muito embora o texto, finalizado à pressa, não tenha ficado inteiramente do meu agrado, mantendo a tradição, aqui fica!

Em Portugal é possível encontrar uma diversidade de paisagens cuja beleza natural foi sendo moldada, ao longo do tempo, pelos diferentes tipos de rocha que constituem cada um dos recantos do país.

Nas regiões graníticas, como é o caso da Serra da Peneda-Gerês ou da Serra da Estrela, sobressaem os caos de blocos, formações resultantes da meteorização ao longo dos planos das fissuras da rocha. Estas fissuras, provocadas por redes de diaclases, favorecem a circulação de águas de infiltração, que vão arredondando e arenizando progressivamente estes blocos.

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Também as bolas graníticas e as pedras bolideiras têm origem no mesmo processo de meteorização, constituindo por vezes ex-libris turísticos das paisagens em que se inserem.

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Granito - formação, constituição, transformação

Enviado para Geologia, Universidade em 19 de Novembro de 2007 por Carlos Franquinho / 6 comentários »

O granito resulta da solidificação do magma a grandes profundidades (rocha magmática plutónica). As rochas que o envolvem, impedindo a libertação do calor, não permitem um rápido arrefecimento do magma, retardando a sua solidificação. Desta forma, os minerais que o constituem têm o tempo necessário para se desenvolver, apresentando-se assim, esta rocha, com uma textura granular em que os minerais constituintes são bem visíveis e identificáveis: o quartzo, os feldspatos (ortoclase, sanidina e microclina) e as micas (biotite e moscovite).

quartzo
(Cristais de Quartzo, fotografia de Ken Hammond, disponível na Wikipédia)

O quartzo pertence à classe dos silicatos e ao grupo dos tectossilicatos. Este mineral cristaliza no sistema trigonal (classe trapezoédrica trigonal). A sua forma ideal seria a de um prisma de 6 lados, terminando com uma pirâmide de 6 lados em cada extremo. Obviamente, na natureza é habitual os cristais surgirem distorcidos, seja em crescimento paralelo ou em maclas, revelando apenas parte da sua estrutura cristalina.

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