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Granitos e calcários de Portugal

Enviado para Fotografia, Geologia, Universidade em 8 de Janeiro de 2008 por Carlos Franquinho / 1 comentário »

Muito embora o texto, finalizado à pressa, não tenha ficado inteiramente do meu agrado, mantendo a tradição, aqui fica!

Em Portugal é possível encontrar uma diversidade de paisagens cuja beleza natural foi sendo moldada, ao longo do tempo, pelos diferentes tipos de rocha que constituem cada um dos recantos do país.

Nas regiões graníticas, como é o caso da Serra da Peneda-Gerês ou da Serra da Estrela, sobressaem os caos de blocos, formações resultantes da meteorização ao longo dos planos das fissuras da rocha. Estas fissuras, provocadas por redes de diaclases, favorecem a circulação de águas de infiltração, que vão arredondando e arenizando progressivamente estes blocos.

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Também as bolas graníticas e as pedras bolideiras têm origem no mesmo processo de meteorização, constituindo por vezes ex-libris turísticos das paisagens em que se inserem.

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Granito - formação, constituição, transformação

Enviado para Geologia, Universidade em 19 de Novembro de 2007 por Carlos Franquinho / 6 comentários »

O granito resulta da solidificação do magma a grandes profundidades (rocha magmática plutónica). As rochas que o envolvem, impedindo a libertação do calor, não permitem um rápido arrefecimento do magma, retardando a sua solidificação. Desta forma, os minerais que o constituem têm o tempo necessário para se desenvolver, apresentando-se assim, esta rocha, com uma textura granular em que os minerais constituintes são bem visíveis e identificáveis: o quartzo, os feldspatos (ortoclase, sanidina e microclina) e as micas (biotite e moscovite).

quartzo
(Cristais de Quartzo, fotografia de Ken Hammond, disponível na Wikipédia)

O quartzo pertence à classe dos silicatos e ao grupo dos tectossilicatos. Este mineral cristaliza no sistema trigonal (classe trapezoédrica trigonal). A sua forma ideal seria a de um prisma de 6 lados, terminando com uma pirâmide de 6 lados em cada extremo. Obviamente, na natureza é habitual os cristais surgirem distorcidos, seja em crescimento paralelo ou em maclas, revelando apenas parte da sua estrutura cristalina.

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