A minha vida passada
Antes de me pôr a divagar sobre as capacidades divinatórias da Ágata, preciso começar por decidir se acredito sequer em vidas passadas… Não é, decididamente, um tema em que pense frequentemente. Não digo que me incomode, assuste ou vá contra os meus princípios! Acontece, simplesmente, que a minha formação racional, tende a considerar toda a temática da alma e do espírito um grande disparate, da mesma forma que a minha intuição tende a aceitá-la sem grandes porquês. Desta forma, entre a espada espiritual e a parede racional, encontra-se um Carlos que não sabe bem no que deverá acreditar.
Para o desafio em causa, no entanto, a única solução será seguir a intuição e, afastando as dúvidas, fazer de mim um crente absoluto, ainda que temporário.
Poderia agora fazer uma pequena pesquisa sobre esta temática e tentar, desta forma, saber o que deveria esperar das minhas vidas passadas. Não o farei. Utilizarei apenas o senso-comum, e uma vez mais, uma boa dose de intuição.
Se a nossa alma eterna, descobre, aprende, evolui em cada nova vida, imagino-a, então, com um percurso semelhante ao da vida que conhecemos. Passarão também as almas por uma infância, uma adolescência, percorrendo todo um longo caminho até à velhice? Suponho que sim! De outro modo, não faria sentido falar em aprendizagem e evolução!
Esta conclusão, embora simples, é de uma importância extrema. Significa que a alma da minha vida passada, sabia menos um pouco que a alma da minha vida actual, mas era, na sua essência, a mesma! Ou seja, o relato da vida descrita pela Ágata poderia, na sua maioria ser aplicado a mim, sem que isso fosse contra os meus princípios, o meu ser, (a minha alma).