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A minha vida passada

Enviado para Devaneios em 1 de Abril de 2008 por Carlos Franquinho / 2 comentários »

Antes de me pôr a divagar sobre as capacidades divinatórias da Ágata, preciso começar por decidir se acredito sequer em vidas passadas… Não é, decididamente, um tema em que pense frequentemente. Não digo que me incomode, assuste ou vá contra os meus princípios! Acontece, simplesmente, que a minha formação racional, tende a considerar toda a temática da alma e do espírito um grande disparate, da mesma forma que a minha intuição tende a aceitá-la sem grandes porquês. Desta forma, entre a espada espiritual e a parede racional, encontra-se um Carlos que não sabe bem no que deverá acreditar.

Para o desafio em causa, no entanto, a única solução será seguir a intuição e, afastando as dúvidas, fazer de mim um crente absoluto, ainda que temporário.

Poderia agora fazer uma pequena pesquisa sobre esta temática e tentar, desta forma, saber o que deveria esperar das minhas vidas passadas. Não o farei. Utilizarei apenas o senso-comum, e uma vez mais, uma boa dose de intuição.

Se a nossa alma eterna, descobre, aprende, evolui em cada nova vida, imagino-a, então, com um percurso semelhante ao da vida que conhecemos. Passarão também as almas por uma infância, uma adolescência, percorrendo todo um longo caminho até à velhice? Suponho que sim! De outro modo, não faria sentido falar em aprendizagem e evolução!

Esta conclusão, embora simples, é de uma importância extrema. Significa que a alma da minha vida passada, sabia menos um pouco que a alma da minha vida actual, mas era, na sua essência, a mesma! Ou seja, o relato da vida descrita pela Ágata poderia, na sua maioria ser aplicado a mim, sem que isso fosse contra os meus princípios, o meu ser, (a minha alma).

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A Duny teve a amabilidade de me fazer uma leitura de tarot sobre a minha vida passada. Aqui fica o resultado.

[Obra usada: A Bíblia do Tarot, de Sarah Bartlett. Editora: Dinalivro]

1) Quem foi Carlos Franquinho na vida passada? ÁS DE PAUS: eras talvez uma pessoa com muita originalidade, sempre plena de ideias e de projectos novos. Uma pessoa com ¨espírito empreendedor¨ e com bastantes ideias inspiradoras. Talvez uma pessoa cheia de coragem, de optimismo e muito entusiasta. Uma pessoa pronta a ¨conquistar o mundo¨, cheia de ¨paixão pela vida¨, e que sabia exactamente aquilo que queria. Uma pessoa que agia a ¨partir de ideias inspiradoras¨. Uma pessoa criativa. Se calhar uma pessoa demasiado egoísta porque demasiado envolvida na sua própria criatividade e nos processos para manifestá-la na realidade?
Talvez uma pessoa que estivesse sempre a começar coisas novas, um pioneiro de algum tipo (de repente pensei em Carneiro - um signo de fogo. Paus, no tarot, está associado ao elemento de fogo).

2) Eras casado? ÁS DE COPAS:
Copas está relacionado com a vertente emocional (e, astrologicamente, com o elemento de água, que representa a parte das emoções). Nesta carta as palavras-chave são: ¨amor, sentimento profundo, novo romance, intimidade¨. Como é um ás é uma carta de começos, de inícios… portanto, podias não ser casado, mas a começares a gostar de alguém de uma forma mais profunda, estarias talvez no início de uma construção de uma intimidade maior com outra pessoa. Ou, se calhar, podias ter-te casado há pouco tempo com alguém (refiro-me, é claro, à tua vida passada). Estarias num estádio de desenvolvimento de sentimentos e de aprofundar de laços.
OU - e isto liga-se com a carta anterior - podias ser do género de pessoa que se estava sempre a apaixonar por uma pessoa diferente. Se eras do tipo que se entusiasmava com novas ideias (ás de paus), também podias ser alguém que se entusiasmava demasiado facilmente por novas pessoas… não sei se era assim, é só uma hipótese. E nem sei se tiveste ou não uma vida anterior!, lol.
(Outra coisa: ás é Um e não dois, portanto se calhar não eras casado…)

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